ALQUIMISTA POR ACASO

PARTE IV

 

            Uma semana depois da conversa com o senhor Pacheco, eu estava dentro de um ônibus, viajando em busca daquela promessa maluca de um tesouro enterrado ao pé de uma árvore, no meio de uma mata, na margem do rio dos Índios.  Sonho? Fantasia? Loucura? Devaneio? No meu íntimo eu estava acreditando que fosse tudo verdade. Aquele homem me dera a informação e as orientações com tanta firmeza e convicção que a mim não restava dúvidas que aquilo tudo fosse real. Enquanto estive falando com ele e, agora, que me lembrava de seu semblante ao me contar a história, fui me convencendo de que ele fora sincero comigo. De repente, aquele sentimento de rejeição ao estranho desapareceu para dar lugar a um sentimento de amizade e solidariedade. Aos poucos fui me convencendo de que aquele homem inspirava confiança e tinha uma atitude honesta, coisa que antes eu só conseguia enxergar no meu próprio pai. 

            Chegando à Cianorte instalei-me em um hotel popular, um pouco melhor do que a pensão em que havia morado, algum tempo antes. Já podia me dar ao luxo de me instalar melhor porque estava com a “grana pega”, da última rescisão de contrato de trabalho, além de que mantinha firme a esperança de que, dentro em breve, colocaria as mãos no tesouro que estava enterrado, à espera de que eu o encontrasse. Decidi, que, de pronto, não iria à minha cidade natal. Não queria que os de casa e meus companheiros soubessem que estava ali tão perto. Certamente que iriam querer saber o motivo da minha volta e seria embaraçoso para eu contar a verdade para eles. Se eu contasse o meu verdadeiro motivo para estar ali, iriam, com toda certeza, acreditar que eu estava pirado. Iriam querer me internar num hospício.

Aproveitei o resto do dia para ficar no hotel descansando. Na manhã seguinte, acordei bem cedo e por volta das oito horas eu já estava no apartamento do fazendeiro. Ele mora na cidade onde também é empresário no ramo de confecções.  Seguindo as instruções recebidas, eu lhe disse que estava procurando emprego e que vinha recomendado pelo senhor Moacir Pacheco. Contei-lhe da minha tentativa frustrada de sucesso na cidade grande e do encontro com tal senhor  na rua XV. É claro que não falei nada sobre o tal tesouro. Já havia decidido que essa história ficaria apenas entre eu e o Sr. Pacheco, até que ela fosse totalmente desvendada.

            O fazendeiro – Sr. Ferrari - demonstrou um profundo interesse, quando me referi ao Sr. Pacheco.  Disse-me que este senhor muito o ajudara, num passado distante, pelo que  se sentia imensamente agradecido e, portanto, tinha boas recordações do convívio com ele. Essas informações soaram como música no meu ouvido. Reafirmaram minha confiança no Sr. Pacheco e a fé na descoberta do tesouro.

            - Olha meu jovem – disse-me o homem - em nome da minha grande amizade para com o Sr Pacheco, poderia até lhe arrumar emprego na minha fazenda, mas como poderia saber que você está dizendo a verdade? O homem não me mandou nenhuma referência por escrito?

            - Não,  Sr. Ferrari, não trago referências por escrito.

            - Me perdoe, mas sinto muito. É difícil para mim confiar um emprego a um desconhecido meu até ontem, que hoje se diz amigo de um amigo meu, que não vejo há tanto tempo! Isso você tem que convir.

            Disse isso e já foi se levantando estendendo-me a mão em sinal de despedida, quando me lembrei que o Sr. Pacheco havia me recomendado uma espécie de senha e, então, fui dizendo: - o senhor Pacheco apenas mandou-me lhe dizer umas palavras meio esquisitas, caso não acreditasse que foi ele que me enviou. Ele me orientou a dizer-lhe: quero aprender a ciência incomunicável.

            - O quê! – Disse-me ele em tom de espanto e admiração.

            Fiquei contente. A tal frase havia causado um impacto profundo naquele senhor. Imediatamente recolheu a mão que estava estendida, sentou-se novamente na cadeira, retirou um lenço e enxugou o repentino suor que lhe surgiu à face.

            - Repita-me o que disse rapaz.  Acho que não entendi direito.

            - É isso! Repeti conforme o Sr. Pacheco me recomendara: quero aprender a ciência incomunicável.

            - Ah tá! - Disse-me ele, um tanto misterioso e calmo - você tem o emprego; não precisa dizer mais nada.

            Fiquei assustado. Que sentido faziam para o Sr Ferrari as palavras daquela frase para que ele que, alguns segundos antes, estava quase me escorraçando de sua sala, sem muitas cerimônias, mudasse de idéia, tão de repente?  Enquanto eu próprio me interrogava quis indagá-lo sobre o sentido de tais palavras. Entretanto, ele fez que não me ouviu e foi logo dizendo:

- Deixa pra lá! Ele me telefonou falando a seu respeito. Eu só estava testando você.

            Não fiquei muito satisfeito com  a explicação. Afinal ele havia acabado de dizer, com convicção que me fez acreditar, que perdera o contato com o Sr. Pacheco há muito tempo.

            - É estranho que o senhor não tenha...

            - Se quiser mesmo o emprego, a primeira coisa que tem que  fazer é não duvidar da minha palavra – disse-me o homem em tom severo, sem me dar chance de continuar.

            Deixa pra lá, disse pra mim mesmo. Já consegui o emprego, estou mais perto de encontrar o tesouro.

            Dois dias depois daquela conversa eu já estava na fazenda, aprendendo a lidar com o gado, como ajudante de serviços. Sempre trabalhara na agricultura, mas nunca lidei com gado, a não ser a nossa vaca de leite, o seu bezerro e o animal de tração para os serviços do sítio.  Apesar de ter trabalhado boa parte de minha vida na agricultura, não tinha nenhuma intimidade, quando o assunto era a pecuária. Uma coisa é tirar o leite de uma vaca mansa; separar o bezerro dela pra poder tirar-lhe o leite na manhã seguinte; ou, atrelar um  burro numa  carroça. Não tem nada a ver com pecuária, onde se lida com um rebanho da raça nelore, animais ariscos, ágeis e brutos, cavalgando um cavalo que, da lida, entende mais que o cavaleiro. É, de fato, uma atividade ao mesmo tempo, rude, perigosa e melindrosa. Uma palavra, um trejeito fora de tempo e lugar é suficiente pra provocar um alvoroço no rebanho.

            Comecei a ficar inquieto. A minha inquietação estava me conduzindo ao desânimo e já colocando um fim numa coisa que, ainda nem bem, começara.  Comecei a pensar novamente que ali não era o meu lugar.  O desânimo aumentou quando, pela primeira vez, fui visitar o trecho de mata, onde o Sr. Pacheco me havia dito que o tesouro estava escondido. Era muito maior do que eu havia imaginado. Ainda que fosse verdade que ali existissem tesouros escondidos eu jamais o encontraria naquela imensidão. Realmente, “entrei numa fria”, falei comigo mesmo. Primeiro, porque aquele serviço da lida com o gado não tinha nada a ver comigo. Segundo, porque estava mergulhando em mais uma utopia, com aquele sonho de tesouro encantado. Estava tudo acontecendo do mesmo jeito que aconteceu quando imaginei que indo para Curitiba, encontraria o meu eldorado, e facilmente realizaria os meus sonhos de sucesso. Voltei para o rancho decidido dar um basta em tudo aquilo.

Entretanto; os caminhos de Deus são realmente um mistério para nós. Ali estava, confinada naquela fazenda, uma força capaz de me acorrentar e subestimar todas as minhas angústias existenciais: era o amor. Tratava-se de Regina, filha do administrador da fazenda. Encantei-me quando a vi pela a primeira vez naquela tarde quando voltava desiludido da mata. Havia reencontrado novamente com o tal cupido, que andava distante de mim desde o tempo em que eu perdi meu amor próprio e me entreguei ao desânimo e ao alcoolismo. Já tinha ouvido muito falar em amor à primeira vista, mas nunca acreditei nessas coisas. Encontrei-me com ela por acaso, na trilha que ela fazia quando voltava do pomar, que ficava a uns duzentos metros da sede da fazenda. Trazia um cesto cheio de frutas que havia colhido. Assustou-se quando me viu pelo fato de que ainda não me conhecia.

            - Bom dia senhorita –disse-lhe em tom informal, procurando esconder minha admiração por sua beleza.

            - Bom dia – respondeu-me ela.

            Nesse instante pensei numa forma de puxar uma conversa com a menina para que aquele momento se prolongasse ao máximo. A única coisa que me veio à mente, disse-lhe de supetão:

            - Sou o novo peão da fazenda. Estou instalado na pequena casa que fica logo acima do pomar.

            - É, meu pai já havia falado a seu respeito – disse-me ela.

            Naquele tom de informalidade ficamos conversando por cerca de uns dez minutos. A menina, entre outras coisas me disse que se chamava Regina e que tinha dezessete anos. Queixou-se em determinado instante que seu pai era um homem muito radical. Quando falou do pai, percebi uma mudança em seu semblante. Ficou instantaneamente preocupada.

            - Tenho que ir agora. Se meu pai me ver aqui conversando com você ele me mata.

            - Espere um pouco!

            - Tchau! Disse ela apressada enquanto apanhava o cesto de frutas que havia colocado no chão da trilha.

            Enquanto ela fazia o trajeto entre o pomar e a sede, paralisado eu a observava. Mil coisas se passavam por minha cabeça naquele instante. Havia me apaixonado verdadeiramente por aquela menina à primeira vista. E notei que havia uma certa reciprocidade em seu olhar enquanto conversávamos. Naquele momento jurei a mim mesmo que tudo seria diferente. Iria perseverar até o fim nas minhas buscas. Afinal a partir de agora havia dois tesouros para conquistar.

Logo de início percebi que aquele também não seria um tesouro fácil de se conquistar. Nos dias que se seguiram, sempre nos encontrávamos, no pomar da fazenda, auxiliados por uma “coincidência dissimulada”, uma vez que ela subia para colher frutas, sempre nos momentos em que eu me encontrava em casa, no final da tarde. Eu, por outro lado, ficava aguardando o momento de sua subida ao pomar para simular mais uma “coincidência”. Dessa forma, fomos nos encontrando às escondidas para conversas cada vez mais apaixonadas, naqueles fins de tarde. Eram encontros ingênuos, sem a malícia que eu estava acostumado a vivenciar na cidade grande. Sentávamo-nos à sombra de uma árvore que ficava ao lado da trilha e ficávamos por deliciosos minutos conversando sobre coisas banais, buscando estabelecer um conhecimento mútuo.

Apesar da menina demonstrar um profundo interesse por mim, via-me sempre com reservas, pelo fato de eu ser um aventureiro sem rumo na vida. Conversamos por algumas vezes naqueles primeiros dias quando ela me contou que só havia tido dois namorados e que tudo se acabou porque em nenhum dos dois namoros tivera a aprovação dos pais que eram muito tradicionalistas.

Percebi que a coisa realmente seria difícil certa tarde, quando fomos surpreendidos enquanto conversávamos no lugar de sempre. Seu pai voltava a cavalo da vistoria rotineira que fazia diariamente, percorrendo a fazenda para verificar se estava tudo bem com o gado. Avistando-nos juntos de longe, o homem forçou seu cavalo e em poucos segundos de corrida galopante, estava bem próximo a nós com seu cavalo ofegante, impondo-me um certo sentimento de medo.  Com a voz alterada, o homem pediu que sua filha fosse embora para que ele pudesse conversar a sós comigo.

            Ao ficarmos sozinhos o homem falou-me em tom de ameaça:

            - Olha bem rapaz. Você aqui é um simples peão sem eira nem beira e eu tenho muito apreço por minha filha. Portanto; vai um conselho: fique longe dela! Não quero vê-la envolvida com um desconhecido qualquer. Afaste-se de Regina!

            - Desculpe-me seu Eduardo. Apenas estava conversando com sua filha, que cordialmente me fez companhia por alguns minutos. Nada mais.

            - Conversa fiada – disse ele em tom áspero – tenho reparado que você está de olho em nela e não tenho gostado nada disso. Portanto; esteja avisado: quero você longe de Regina ouviu?

            Sem esperar meus argumentos, o administrador da fazenda esporou seu cavalo, partindo em disparada enquanto sua boca cuspia alguns palavrões e ofensas dirigidas a mim.

            Naquele dia eu me senti novamente o mais pequeno entre os homens. Mais uma vez o mundo me esbofeteava com sua mão cruel. Como era triste o meu destino. Agora mais do que nunca eu me sentia infeliz pela forma como tudo havia transcorrido em minha vida. Senti uma enorme vontade de pegar um cavalo da fazenda e partir para a cidade, tomar mais um porre como quando eu fazia de costume para anestesiar a dor de minhas derrotas em Curitiba. Agüentei firme naquele dia e não cedi aos meus desejos de autocomiseração. Estava apaixonado. Ela jamais poderia me ver bêbado. Aí sim minhas chances iriam pro vinagre. Iria persistir ali. Mais do que pela promessa do tesouro enterrado sob aquele solo, havia a promessa de um amor à primeira vista que quando surge é como um raio que dissipa toda a escuridão de nossa alma. Não importavam os argumentos do seu pai. Não me importava que eu estivesse proibido de vê-la ou conversar com ela. Se eu pudesse somente ficar ali, sabendo que ela estava por perto, bastaria para que minha alma mantivesse acesa a chama da esperança. Eu havia vislumbrado o nascimento de uma paixão. Nada iria evitar que aquela sementinha continuasse a germinar. Havia percebido um brilho especial nos olhos dela. E, por enquanto isso me bastava. Assim prossegui naquela fazenda em busca de um tesouro, que encontrado, conseqüentemente me traria um tesouro ainda maior: Regina. Se eu conseguisse meus intentos certamente o conceito do senhor Eduardo mudaria a meu respeito.

  

            Logo nos primeiros dias de trabalho na fazenda, após verificar que eu não tinha nenhuma habilidade para lidar com o gado leiteiro, seu Ferrari – como era popularmente conhecido o fazendeiro - determinou que meu serviço seria o de auxiliar na vistoria do rebanho de corte. O serviço não seria difícil. Eu deveria apenas percorrer á cavalo a extensão da fazenda, principalmente à beira da cerca para verificar se não havia nenhum trecho quebrado pelos bois, se havia algum animal doente, acompanhar novas crias e outros detalhes ligados ao ofício. Sobrava muito tempo livre, para que eu, segundo suas ordens, conhecesse a extensão da fazenda. Estranhei aquela aparente mordomia oferecida pelo fazendeiro. No entanto, considerei como parte da metodologia utilizada para a minha adaptação à lida com o gado. Assim, após as vistorias matutinas, tinha o resto do dia livre para cavalgar pela fazenda.

É óbvio que aproveitei esses momentos para cumprir meus propósitos secretos. Todos os dias meu destino era um só. Pegar a folha de papel na qual tinha as instruções que considerava muito vagas e indefinidas. De posse daquele texto obscuro, me embrenhava mata adentro em busca de uma promessa de riqueza fácil. Se é que se pode chamar aquilo de instrução, já que não tinha nenhuma informação concreta. No manuscrito; lia-se o seguinte: 

 

INTRUÇÕES SECRETAS PARA O TESOURO ENCANTADO

 

1 – Respeite a natureza. Estás diante da obra original do criador. Primeiro legado de sabedoria ao alcance dos homens de saber, criado diretamente pelas mãos de Deus para instrução acerca de suas leis e sua justiça na terra. Aprenda com os animais e as plantas e conhecerás o caminho para o tesouro. Os alimentos que os animais buscam no seu dia a dia consistem no seu verdadeiro tesouro. Só o homem ambiciona outros além destes. O tesouro dos animais baseia-se no seu estômago. O do homem, no seu coração. Essa é a diferença. E esses dois tesouros estão muito próximos, como o estômago está do coração.        A Divina Providência supre as necessidades dos animais através da harmonia criada na natureza que, longe da interferência humana é suficiente para garantir-lhes sustento, saúde e harmonia.  Se a natureza dá o seu tesouro incondicionalmente aos animais, dos vermes aos grandes mamíferos, quanto mais o fará ao homem fiel aos seus desígnios. Da mesma forma ocorre com as plantas. São mantidas pela Divina Providência que as nutre, dando-lhes uma beleza que não pode ser comparada a nenhuma criação humana. Observando estes dois elos da natureza: os animais e os vegetais, sob o ponto de vista de que são assistidos pela Providência, criar-se-á um entendimento íntimo que lhe permitirá encontrar o caminho para o tesouro.

Aos pés de uma frondosa árvore que dá seus frutos amarelos como o ouro, estará enterrado o seu tesouro. Como reconhecer tal árvore? É a maior e a mais frondosa de todas. É a árvore da vida. Energia geradora de beleza saúde harmonia.

 

2 – Ouça a natureza. Tudo o que está oculto pode ser revelado por seus ensinamentos grandiosos imperceptíveis aos ouvidos do homem comum. Seguindo os conselhos anteriores isso se tornará possível. Mas deve-se ouvir com os ouvidos da alma porque a natureza fala a linguagem dos sinais.

 

3 - Na natureza estão presentes quatro elementos. Ar, água, terra e fogo. No lugar onde se forem observados juntos estes quatro elementos: aí estará o tesouro. Somente através das pistas anteriores chegar-se-á a esse local secreto ao tronco de uma árvore frondosa e bela que produz frutos tenros e saborosos . Lembre-se: todo tesouro é encantado como diziam os antigos. Só pode achá-lo quem se fizer digno dele. Para encontrar a exata localidade onde os quatro elementos se unem há a necessidade de se observar pelo tempo estipulado os conselhos anteriores. O mais difícil de ser encontrado será o fogo. Conhecer, compreender e detectar o lugar onde brota o fogo será o propósito de toda a busca que culminará na descoberta do tesouro. O ar estará em todo lugar, a água segue em curso o rio que corta a mata e a terra estará sempre sob os seus pés quando estiveres galgando o caminho. Mas e o fogo? Onde estará? Decifre este enigma e o tesouro será seu.

Nota: Cada instrução deve guiar a busca por um mês.

            Baseado nestas instruções, passei os três meses seguintes do meu exílio naquela fazenda. Executava minhas funções durante a manhã e passava o resto do dia no meio da mata seguindo à risca aquelas instruções. No decorrer desse tempo tive mais alguns encontros secretos com Regina, nos raros momentos em que seu pai ia até a cidade para comprar mantimentos. Apesar de demonstrar-se apaixonada, Regina sempre dizia que nosso amor seria impossível porque seu pai muito tradicionalista, jamais admitiria ver sua filha casada com um simples peão sem destino. Prometi a ela que não forçaria a barra. Reconhecia que seu pai tinha certa razão por não confiar sua filha única nas mãos de um aventureiro. Entretanto; prometi que faria de tudo para um dia tornar-se digno do seu amor. Disse-lhe que iria progredir um dia e que voltaria para buscá-la. Como todo apaixonado sempre acredita em coisas que parecem impossíveis, Regina disse que me esperaria demonstrando acreditar em minhas palavras.

 

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