Autoconfiança gera auto-estima
Os psicólogos dizem que podemos
modificar nossas atitudes modificando nossas ações físicas. Por exemplo, você
sentir-se-á mais sorridente, se sorrir; mais superior quando anda ereto do que
se andar curvado. Do ponto de vista negativo, franza a testa com mais força e
veja se não se sente mais franzido realmente.
É fácil provar que as ações orientadas podem alterar as emoções. Os que têm
vergonha de se apresentar podem superar essa timidez com confiança realizando
três ações simples e simultâneas: primeiro, aperte cordialmente e com firmeza a
mão da outra pessoa; segundo, encare-a diretamente; e terceiro, diga: "Muito
prazer em conhecê-la."
Essas três simples ações extinguem, automática e instantaneamente, a timidez.
Uma ação confiante produz um pensamento confiante.
Portanto, pense com confiança e aja da mesma forma. Proceda do modo pelo qual
você deseja se sentir. Abaixo damos cinco exercícios para criar a confiança.
Leia esses conselhos com todo o cuidado e, depois, esforce-se por praticá-los e,
destarte, criar autoconfiança:
l. Sente-se na frente - Já reparou que nas reuniões - nas igrejas, nas salas de
aula, e noutros tipos de assembléias - são sempre as últimas filas de cadeiras
que se enchem em primeiro lugar? A maioria das pessoas se espalha pelas filas de
trás para que não seja "muito notada". E a razão do medo de ser notado é a falta
de confiança.
Sentar-se na frente faz adquirir confiança. Pratique isso. De agora em diante,
adote como regra o sentar-se na frente, o mais que você puder. Claro que isso
fará com que você se torne um pouco mais visível, mas no que respeita ao sucesso
não há nada que passe despercebido.
2. Habitue-se a encarar os outros - A maneira pela qual uma pessoa usa os olhos
diz muito a seu respeito. Quando alguém não o olha nos olhos, você
instintivamente se pergunta: "Que está ele procurando ocultar? De que é que ele
tem medo? Estará procurando tapear-me? Estará escondendo algo?"
O fato de se procurar evitar o olhar dos outros significa uma de duas coisas:
ou, "Sinto-me fraco ao seu lado", "Sinto-me inferior a você, "Estou com medo de
você", ou "Sinto-me culpado", "Fiz ou pensei algo que não quero que você saiba",
"Estou com medo de que você possa ver através de mim" .
Você não se recomenda quando evita o olhar dos outros. Apenas diz: "Estou com
medo. Não tenho confiança." Domine esse medo olhando os outros dentro dos olhos.
Quando você olha alguém diretamente nos olhos está dizendo:
"Sou honesto e superior. Acredito no que estou lhe dizendo. Não tenho receio.
Tenho confiança." Faça com que seus olhos trabalhem para você. Dirija-os
diretamente aos olhos do seu interlocutor. Isso não apenas lhe conferirá
confiança, fará também com que os outros confiem em você. Ande 25 por cento mais
depressa. Quando eu era criança, constituía uma festa para mim ir à
municipalidade. Quando estávamos de volta, no carro, muitas vezes minha mãe me
dizia: "Davey, vamos nos sentar um pouco ali para apreciar a gente que passa."
Minha mãe era uma excelente observadora. E me dizia: "Veja aquele camarada. Por
que pensa você que ele está preocupado?" Ou então: "Que acha que aquela mulher
vai fazer?" "Olhe aquele. Parece que está todo confuso."
Tomou-se uma verdadeira distração apreciar os transeuntes. E era muito mais
barato do que ir ao cinema (depois eu soube que essa era uma das razões por que
mamãe fazia aquela brincadeira) e muito mais instrutivo.
Ainda sou um observador dos que passam. De vez em quando encontro-me estudando o
comportamento das pessoas que se agitam nos corredores, salas de espera,
calçadas etc.
Os psicólogos relacionam a postura desleixada e o andar preguiçoso de um
indivíduo com atitudes desagradáveis para consigo mesmo, para com o seu
trabalho, ou para com as pessoas que o cercam. Mas também nos dizem que você
pode modificar suas atitudes para com os outros, modificando a sua postura e a
velocidade do seu movimento. Observe e verifique que a ação do corpo é resultado
da ação da mente. Os indivíduos extremamente abati-
dos, sem eira nem beira, nada mais fazem do que arrastar se e atropelar-se. Têm
a autoconfiança reduzida a zero.
A média das pessoas possui o andar "médio". Seu passo é "médio". Tem a aparência
das que "realmente não se orgulham muito de si mesmas".
Vem, então, um terceiro grupo, das pessoas que demonstram uma superconfiança.
Essas andam mais rapidamente que a média.
Parece que correm A maneira pela qual andam parece dizer. "Vou a um lugar
importante, fazer algo de importância. E, mais ainda, vou conseguir o que quero
dentro de 15 minutos."
Use a técnica de andar 25 por cento mais rápido, para ajudar a adquirir
autoconfiança. Jogue os ombros para trás, levante a cabeça, ande um pouco mais
depressa e sinta como cresce a sua autoconfiança.
Experimente e veja.
4. Habitue-se a falar - No trato mantido com grupos de todos os tipos e
tamanhos, tenho observado que muitas pessoas dotadas de aguda percepção e
capacidade inatas deixam de participar dos debates. Não é que elas não desejem
juntar-se aos outros para participar das discussões. Trata-se de uma simples
falta de confiança.
Os calados e taciturnos pensam consigo mesmos: "Com certeza a minha opinião nada
vale. Se eu disser algo, vou parecer um imbecil. Por isso vou ficar calado. Além
disso, os outros provavelmente sabem mais do que eu, e não desejo que percebam a
minha ignorância."
" De cada vez que o taciturno deixa de falar, sente-se mais inadaptado, mais
inferior. Muitas vezes ele se promete que falará da "próxima vez" (promessa que,
no fundo, sabe que não cumprirá).
Isso é muito importante: de cada vez que ele deixa de falar, ingere mais uma
dose de veneno contra a confiança. E cada vez confia menos em si.
Mas, do ponto de vista positivo, quanto mais você falar, mais confiança adquire,
e mais fácil se torna falar da próxima vez. Falar é a vitamina que cria a
autoconfiança.
Utilize essa maneira de fabricar a autoconfiança. Adote como regra falar em
todas as reuniões a que você comparecer. Fale, diga algo voluntariamente, em
todas as reuniões onde se trate de negócios, ou de problemas da comunidade e às
quais você comparecer.
Não faça exceções. Faça comentários, dê sugestões, faça perguntas. E não seja o
último a falar. Procure ser o quebra-gelo, o primeiro a fazer um comentário.
E não se preocupe com medo de fazer papel de bobo. Não o fará. Para cada pessoa
que não concorda com o que você diz, há sempre outra que tem a mesma opinião que
a sua.
Texto extraído do livro: A Mágica de Pensar Grande.
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