Melhore sua Auto-Estima
O primeiro exercício
fundamental para se melhorar a auto-estima é o relaxamento. Aprendemos na escola
que o trabalho enobrece, faz bem à saúde. Tudo bem. Mas, isto é verdade apenas
quando você sabe também fazer o cérebro entrar em ritmo alfa, relaxar. Existem
várias técnicas de relaxamento, como respiração, músicas especiais, mantras para
meditação, massagem, ioga etc. Poucos sabem a diferença entre distresse e
estresse. O estresse é uma coisa boa, está ligado à emoção de realizar coisas e
traz energia. Entretanto, se eu ficar preocupado e ansioso para fazer algo, isto
é “distresse”, que é prejudicial. O único lugar no mundo onde não existe
estresse é no cemitério. O pessoal que mora lá ao tem estresse nenhum: a “vida”
é calma, tranqüila, sem problemas.
O ponto seguinte é a visualização. Se você fizer uma visualização bem-feita, seu
cérebro não distingue se o fato aconteceu ou se você só pensou. Dá no mesmo.
Vamos citar um estudo que
demonstra bem esta situação. Na Universidade de Yale, foram selecionados trinta
estudantes que nunca haviam atirado. Todos fizeram testes de tiro e foram
selecionados porque obtiveram a mesma média de acerto. Depois disso, eles foram
divididos em três grupos: o primeiro grupo treinou vinte minutos por dia, cinco
dias por semana, durante seis semanas; o segundo, veio ao campo de treinamento o
mesmo número de vezes que o primeiro, mas apenas imaginou-se atirando ao alvo,
fazendo com as mãos o gesto de atirar; o terceiro, vinha ao local dos treinos,
mas só ficava brincando à toa. Após o período de seis semanas, os testes de tiro
foram repetidos: o primeiro grupo, que havia treinado com revólver, melhorou
83%; o segundo grupo, que apenas visualizou os tiros, melhorou 82%; e o terceiro
grupo, que ficou à toa, apresentou o mesmo desempenho anterior. Isto demonstrou
que o revólver foi nada mais nada menos do que um instrumento para concentrar a
mente.
Assim como as mãos e os olhos. Quer dizer que eu posso treinar um esporte
mentalmente? Claro que sim, fazendo visualização.
Trabalhe seu ponto forte, que o resto se fortalece.
O terceiro item da auto-estima é saber aceitar as falhas. Como é que aprendemos
a andar? Nós caímos e nos levantamos. Caímos e levantamos, caímos e levantamos
até acertar. Se num determinado momento, quando neste seu treinamento ainda
neném, você dissesse: “não vou conseguir, não adianta!” – você não estaria
andando até hoje. Mas o bebê não está nem aí para isso: ele vai experimentando e
falhando até que, um dia, ele anda. Na nossa educação, no entanto, falhar é
pecado e, à medida que isto acontece, nossa auto-estima vai sendo destruída.
Acontece que é tempo de lembrar do bebê persistente que já fomos.
Tudo que é importante na vida você não faz certo da primeira vez. Temos que estar preparados para aprender com as falhas. Se você disser: “não quero falhar” – será muito mais difícil progredir na vida. Quanto melhor você aceita suas falhas, mais aprende com elas para fazer certo da próxima vez. E assim, aprendendo, acertando, progredindo, você confiará mais em si mesmo e terá mais auto-estima. Erros são grandes momentos na nossa existência.
Outra receita de auto-estima é
sorrir. Vocês sabiam que para franzir a testa usamos 32 músculos e, para sorrir,
apenas
28? “Sorria, sorria, nem que seja por economia”. O sorriso é muito importante
para melhorar sua auto-estima. Quando você sorri, mesmo que não esteja sentindo
nada, o seu cérebro recebe uma mensagem de que está tudo bem. Existe uma conexão
direta entre o sorriso e o sistema nervoso central. Quando você sorri, libera no
cérebro um hormônio chamado beta-endorfina, que leva à sua mente uma mensagem
positiva.
Mais uma atitude importante
para reforçar sua auto-estima é a capacidade de você se doar, prestar serviços
úteis ao seu próximo, à sua comunidade, sem interesse financeiro. Faça coisas de
graça e você verá que o mundo vai lhe devolver a doação. Isso não significa que
você não deva valorizar o seu trabalho. Pratique a Síndrome de Robin Hood –
cobre caro do rico e ajude o necessitado. Além disso, pratique a generosidade,
dando, às vezes, até para quem não precisa.
Outro item fundamental são as pessoas ao seu redor. Se você vive em terreno de
peru, é muito difícil você aprender a voar feito águia. Se você convive em
ambientes de pessoas negativas, é difícil desenvolver uma auto-estima sadia.
Isso não significa deixar de lado pessoas que precisam de você, mas saiba
escolher ambientes e relacionamentos propícios à sua felicidade. Se você, antes
de mais nada, não estiver bem, não conseguirá ajudar os outros a ficarem bem, e
o círculo vicioso poderá ser prejudicial a todos.
Trechos do livro O Sucesso Não Ocorre Por Acaso, do Dr. Lair Ribeiro
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