A IMPORTÂNCIA DE EXALTAR AS OUTRAS PESSOAS

Primeiramente, podemos nos interiorizar e tentar aumentar o nosso próprio nível de energia, enfocando o amor, a leveza e a ligação com o meio ambiente. A partir desse estado de energia expandida, podemos olhar com novos olhos para a pessoa com quem estamos conversando. Como discutimos num capítulo anterior, quando enfrentamos um drama de controle precisamos, em primeiro lugar, enviar energia de amor para a pessoa, enfocando-a por completo. O que estamos fazendo na realidade é enviar energia espiritual para o Eu superior da pessoa; isso lhe permitirá relaxar as teorias rígidas definidas pelo seu drama de controle.
A tradição mística nos diz que isso é feito de um modo especial. Um rosto com suas feições, seus contornos e suas sombras é bem parecido com um borrão do tipo usado em testes psicológicos; de um modo semelhante podemos discernir muitas expressões num rosto, dependendo da nossa própria atitude. Se em nosso drama de controle esperamos que todas as pessoas que encontramos sejam amedrontadoras, ou tolas, ou negligentes, então é essa a aparência que vamos encontrar. Aliás, em geral, a pessoa com quem estamos conversando começa a se sentir dessa maneira, talvez passando até a falar de maneira ameaçadora, tola ou negligente, para comentar mais tarde que a conversa parecia tê-la colocado nesse papel.
Lembre-se: o universo reage às nossas intenções. Os nossos pensamentos e as nossas crenças irradiam-se para o mundo como orações, e o ambiente tenta nos dar aquilo que aparentamos desejar. O essencial é mantermos elevada a nossa energia e usarmos o poder das nossas intenções de maneira positiva.
Mas como podemos conseguir isso? Como aplicamos esse novo foco a outro ser humano? Quando olhamos para o rosto de outra pessoa agora, em que nos concentramos?
A resposta, naturalmente, é que devemos enfocar o todo do rosto da outra pessoa com uma atitude aberta. Se olharmos atenta-mente enquanto a outra pessoa fala, poderemos começar a ver o Eu Superior dessa pessoa, aquela expressão que reflete a consciência e o conhecimento do indivíduo. Essa idéia é expressa em várias tradições religiosas como ver a glória no rosto do outro, ou o Cristo, ou o gênio. Seja como for que a expressemos, se começarmos a nos dirigir a esse Eu superior, esse gênio, ao mesmo tempo projetando amor, a pessoa começará a se aproximar desse nível de consciência enquanto estamos dialogando com ela, e talvez esteja até tendo essa experiência pela primeira vez.
E este o processo de exaltar as outras pessoas, ao qual agora podemos nos dedicar conscientemente. Acredito que cada vez mais pessoas estejam usando este processo como uma postura ética, mais elevada, para com os outros. Há milhares de anos sabemos que é importante amarmos uns aos outros, e que o resultado pode ser uma transformação; agora estamos aprendendo e incorporando os detalhes espirituais de como enviar esse amor.
O importante é compreendermos que amar os outros não apenas uma questão de ser bonzinho; existe um método psicológico preciso para amarmos os outros, que precisa ser abordado com um enfoque e uma intenção específicos. No entanto, essa ética é inteiramente egoísta, porque, quando a praticamos, sempre recebemos mais do que damos. Quando tentamos exaltar outra pessoa, ela se aproxima do conhecimento e do sentido de propósito de seu Eu superior, e assim fazendo ela geralmente menciona um assunto seja um projeto, uma solução, um plano — que nos fornece uma mensagem sincronística, talvez a mesma que estávamos esperando.
Outro beneficio pessoal é o incremento do nosso próprio nível de energia. Quando mandamos a outra pessoa a energia do amor, nós nos tornamos o canal para uma energia que tem origem na fonte divina e se move através de nós, como uma xícara que se enche e transborda para as outras. Muitas vezes uma das maneiras mais rápidas de recuperar nossa ligação interior com o divino, quando nos sentimos alijados, é exaltar outra pessoa.
O processo de exaltar outras pessoas eleva-se a novas alturas quando praticado em grupo. Imagine o que acontece quando os membros de um grupo estão interagindo dessa maneira intencionalmente; cada pessoa enfoca a melhor parte, o gênio, a luz, no rosto de todos os outros, e a reciprocidade é total e simultânea.
Mais uma vez, implementar esse processo é uma questão de intenção, começando assim que o grupo inicia a sua interação. Quando a primeira pessoa começa a falar, todas as outras procuram e encontram a expressão do Eu superior dessa pessoa e começam a enfocar isso, enviando amor e energia. O resultado é que ela começa a sentir um fluxo de energia vindo das outras pessoas do grupo, e atinge um sentido maior de bem-estar e clareza. Isso leva a um "efeito estufa" dentro do grupo, já que o orador que está recebendo energia aumenta a sua própria energia e envia o acúmulo de volta aos outros, que experimentam uma energia ainda maior para enviar de volta. Desse modo, a energia do grupo compõe um ciclo de amplitude cada vez maior.
Esse aumento sistemático da energia de todas as pessoas do grupo é o potencial ampliado de cada grupo humano. É o fenômeno a que se refere a passagem bíblica "onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei no meio deles". Ligar-se e ampliar a energia divina é o propósito verdadeiro de reunir-se em grupos. Seja o grupo parte de uma igreja ou de uma equipe técnica de trabalho, esse processo pode aumentar incrivelmente o poder criativo dos indivíduos nele envolvidos.
 

Texto extraído do livro: A visão celestina: vivendo a nova consciência espiritual, de James Redfield. Conheça os livros desse maravilhoso escritor, clique aqui.

 

 

 

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