Dez passos para o Desenvolvimento pessoal
PRECISO DE UMA RAZÃO MAIOR DO QUE A REALIDADE. O poder do espírito.
Se você perguntar à maioria das pessoas se elas desejariam ser ricas ou financeiramente independentes, elas responderão "sim". Mas então caem na realidade. A estrada parece demasiadamente longa, com muitas montanhas a escalar. É mais fácil trabalhar pelo dinheiro e colocar o que sobra nas mãos do corretor.
ESCOLHO TODOS OS DIAS. O poder da escolha.
Esta é a principal razão pela qual as pessoas querem viver num país livre.
Queremos o poder da escolha.
Financeiramente, com cada dólar que temos em nossas mãos, temos o poder de escolher nosso futuro de ricos, pobres ou classe média. Nossos hábitos de despesa refletem quem somos nós. As pessoas pobres têm simplesmente maus hábitos de despesa.
ESCOLHA OS AMIGOS COM CUIDADO. O poder da associação.
Em primeiro lugar, não escolho meus amigos levando em conta suas demonstrações financeiras. Tenho amigos que fizeram, de fato, voto de pobreza, bem como amigos que ganham milhões todo ano. O importante é que aprendo com todos eles e faço um esforço consciente para isso.
Admito que há pessoas que procurei porque têm dinheiro. Mas eu não estava atrás de seu dinheiro, queria seu conhecimento. Em alguns casos, essas pessoas de vastas posses se tornaram amigos queridos, mas nem todos.
Há uma diferença que gostaria de destacar. Observei que meus amigos ricos falam de dinheiro. E não estou querendo dizer que se gabem. Eles se interessam pelo assunto. Já os amigos que sei estarem em dificuldades financeiras não gostam de falar de dinheiro, negócios ou investimentos. Muitas vezes pensam que isso não é educado ou que é anti-intelectual. Ou seja, também aprendo com os amigos que têm dificuldades financeiras: descubro o que não fazer.
DOMINE UMA FÓRMULA E ENTÃO APRENDA OUTRA. O poder do aprendizado rápido.
Para fazer o pão, todo padeiro segue uma receita, mesmo que esta só exista em sua cabeça. O mesmo se pode dizer quanto a ganhar dinheiro. Por isso, na gíria, o dinheiro é muitas vezes chamado de "massa".
Muitos de nós já ouvimos a expressão "Você é o que você come". Eu tenho uma variação "Você se torna o que você estuda". Em outras palavras, seja cuidadoso com o que você estuda e aprende, porque sua mente é tão poderosa que você se torna aquilo que você põe em sua cabeça. Por exemplo, se você estuda culinária, você tende a ser cozinheiro. Se você não quer continuar sendo cozinheiro, precisará estudar outra coisa. Digamos, um professor. Depois de estudar para o magistério, você muitas vezes se torna professor. E assim por diante. Escolha cuidadosamente o que você estuda.
PAGUE A SI MESMO PRIMEIRO. O poder da autodisciplina.
Se você não pode se controlar, não tente ficar rico. Talvez fosse bom entrar para a Marinha ou alguma ordem religiosa para aprender a se controlar. É a falta de autodisciplina que leva à falência muitos ganhadores de loteria pouco depois de eles terem ganhado milhões. E a falta de autodisciplina que leva pessoas que acabaram de obter um aumento a comprar um carro novo ou fazer um cruzeiro.
E difícil dizer qual dos dez passos é o mais importante. Mas de todos este é possivelmente o mais difícil de dominar, se já não for parte de sua personalidade. Eu arriscaria dizer que é a falta de autodisciplina que se constitui no fator número um a separar ricos, pobres e classe média.
Dito de forma simples, pessoas que têm baixa auto-estima e reduzida tolerância à pressão financeira não poderão nunca, e quero dizer isso mesmo, nunca, ser ricas. Como já disse, uma lição aprendida com pai rico foi que o "mundo vai bater em você". O mundo bate nas pessoas não porque as outras pessoas sejam ruins mas porque os indivíduos não têm controle interno e disciplina. Quem não tem força interior muitas vezes se torna vítima daqueles que têm autodisciplina.
SEJA UM "DOADOR ÍNDIO". Este é o poder de obter alguma coisa a troco de nada.
Quando os primeiros colonizadores brancos chegaram aos EUA, eles ficaram espantados com prática cultural de alguns índios americanos. Por exemplo, se um colono estava com frio, o índio lhe dava um cobertor. Achando que fosse um presente, o colono freqüentemente ficava ofendido quando o índio o pedia de volta.
Os índios também ficavam perturbados quando constatavam que os colonos não queriam devolver o cobertor. É daí que se origina a expressão "doador índio". Um simples desentendimento cultural.
No mundo da "coluna de ativos" é vital para a riqueza ser um doador índio. A primeira pergunta do investidor sofisticado é: "Com que rapidez posso ter meu dinheiro de volta?" Ele também quer saber o que poderá obter de graça, ou o que se chama uma participação nos lucros. E por isso que o retorno sobre o investimento é tão importante.
ENSINA E RECEBERÁS. O poder da doação.
Ambos os meus pais eram mestres. Pai rico me ensinou uma lição que me acompanha toda a vida, e essa foi a necessidade de ser caridoso ou de doar.
Meu pai instruído doava muito na forma de tempo ou conhecimento, mas quase nunca doava dinheiro. Como já mencionei, ele costumava dizer que doaria quando tivesse algum dinheiro sobrando. Só que raramente sobrava algum dinheiro.
Pai rico doava tanto dinheiro quanto ensinamentos. Ele acreditava firmemente na troca. "Se você deseja algo, primeiro você precisa dar", dizia sempre. Quando tinha pouco dinheiro, ele simplesmente doava dinheiro à igreja ou a alguma instituição de caridade.
Se eu tivesse de passar apenas uma única idéia para o leitor, seria esta. Sempre que você sentir "falta" ou "escassez" de alguma coisa, doe, antes, o que você quer e isso retornará para você aos montes. Isso é verdadeiro para dinheiro, sorrisos, amor, amizade. Sei que muitas vezes isso é a última coisa que se deseja fazer, mas, para mim, sempre funcionou. Apenas confio em que o princípio da reciprocidade funciona e dou o que desejo. Se quero dinheiro, dou dinheiro e ele volta multiplicado. Se desejo vendas, ajudo alguém a vender e as vendas aparecem para mim. Se desejo contatos, ajudo alguém a obter contatos e, como num passe de mágica, os contatos vêm para mim. Há muitos anos ouvi algo assim: "Deus não precisa receber, mas os homens precisam doar."
Pai rico dizia com freqüência: "Os pobres são mais gananciosos do que os ricos." Ele então explicava que se uma pessoa era rica, essa pessoa oferecia algo que os outros desejavam. Ao longo de minha vida, em todos estes anos, sempre que senti necessidade de dinheiro ou de auxílio, procurava no fundo de meu coração o que eu queria e decidia doá-lo antes. Ao fazê-lo, o que eu doava sempre retornava para mim.
Isso me lembra a história do cara sentado com lenha nos braços numa noite gelada. E ele gritava para a lareira à sua frente: "Quando você me esquentar um pouco, eu ponho um pouco de lenha dentro de você." Quando se trata de dinheiro, amor, felicidade, vendas e contatos, tudo o que a gente precisa lembrar é doar primeiramente o que se deseja e isso retornará aos montes para nós. Muitas vezes apenas o processo de refletir sobre o que você deseja e como você o poderia doar para alguém desencadeia uma torrente de generosidade. Sempre que sinto que as pessoas não estão sorrindo para mim, simplesmente começo a sorrir e a cumprimentar e, como por milagre, de repente há mais gente sorrindo à minha volta. É verdade que seu mundo é apenas um espelho de você.
Por isso, digo: "Ensina e receberás." Descobri que quanto mais sinceramente ensino aos que estão desejosos de aprender, tanto mais aprendo. Se você quer aprender sobre dinheiro, ensine a alguém. Uma torrente de novas idéias surgirão.
O texto acima foi composto por trechos do livro Pai rico, Pai pobre, de Robert Kiyosaki
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O objetivo deste livro é o de partilhar percepções quanto à maneira como uma maior inteligência financeira pode ser empregada para resolver muitos dos problemas comuns da vida. Sem treinamento financeiro, freqüentemente recorremos a fórmulas padronizadas para levar a vida, como trabalhar com afinco, poupar, fazer empréstimos e pagar impostos demais. Segundo o autor, cada indivíduo tem o poder de determinar o destino do dinheiro que chega às mãos. A escolha é de cada um. A cada dia, a cada nota, decidimos ser rico, pobre ou classe média. Dividir este conhecimento com os filhos é a melhor maneira de prepará-los para o mundo que os aguarda. Ninguém mais o fará.
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