A ORAÇÃO E A MEDITAÇÃO

A oração e a meditação, dois caminhos dos mais tradicionais, com freqüência levam à experiência da transformação interior. Toda grande religião do mundo usa uma dessas formas de comunicação com o divino. Em geral, quando oramos, invocamos um criador ou uma força divina, por um motivo qualquer — de maneira ativa pedimos ajuda, orientação ou perdão. Temos na mente alguma coisa que desejamos. Mas oramos também pela pura experiência de comunhão ou ligação.
Quando praticada neste sentido, a oração se parece muito com a meditação pois acalma a mente, afasta o tagarelar do ego, procura uma ligação mais elevada. Algumas tradições religiosas sugerem como ajuda o uso de um mantra (palavras ou sons repetidos, usados como invocação ou nos quais nos concentramos). A pessoa que medita aprende a deixar passarem os pensamentos que surgirem e voltar a se concentrar no mantra e no silêncio da meditação. Em certo ponto, os pensamentos casuais começam a diminuir e a pessoa entra em relaxamento mais profundo, até que a sensação do eu comum começa a expandir-se na experiência da transcendência.
Tanto a oração ativa quanto a meditação podem levar a uma experiência interior transformadora, em que a nossa ligação com o divino é percebida numa maneira extática de nos tornarmos unos com a totalidade do universo.
De todos os caminhos para a experiência mística, a alteração de consciência que ocorre às vezes em locais do planeta sagrados ou selvagens pode ser a mais intrigante. É claro que em certo sentido todos os lugares do nosso planeta são sagrados, e a transformação mística pode acontecer em qualquer local; no entanto, ao longo da História certos locais mostraram-se especialmente propícios a tais estados de consciência mística.
Em geral esses locais têm características físicas muito específicas. Em primeiro lugar, são quase sempre incrivelmente belos; podem ter cachoeiras, florestas como grandes catedrais ou amplas paisagens ao longo de picos de pura rocha e deserto. Ou podem estar cheios de artefatos ou ruínas que guardam a energia de povos antigos. De qualquer maneira, alguma coisa na majestade e no ser físico do local eleva e amplia a nossa consciência interior.
Tudo que temos que fazer é caminhar para o local; se nos mostrarmos minimamente abertos, começaremos a nos sentir diferentes, mais do que nós mesmos. Sentimo-nos fisicamente unos com tudo à nossa volta e com toda a criação — uma sensação que enche o nosso interior de segurança, bem-estar e sabedoria.

Texto extraído do livro: A visão celestina: vivendo a nova consciência espiritual, de James Redfield. Conheça os livros desse maravilhoso escritor, clique aqui.

 

 

 

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