O poder de transformar magicamente nossas vidas nos nossos maiores sonhos permanece aguardando dentro de nós. É a hora de liberá-lo!
Quando olho para a decisão por meio da qual pude tornar meus sonhos em minha vida atual, não posso deixar de sentir um quase inacreditável sentimento de gratidão e respeito. No entanto, com certeza estou longe de ser o único. O fato é que vivemos numa época onde muitas pessoas são capazes de conseguir coisas maravilhosas quase do dia para a noite, de alcançar sucessos que seriam inimagináveis tempos atrás. Veja Steve Jobs. Era um garoto de jeans, sem dinheiro, que considerou a idéia de um computador doméstico e ergueu a empresa Fortune 500, mais rápido do que qualquer pessoa na história. Veja Ted Turner: pegou um artigo que mal existia - cabo de televisão - e criou um império. Veja pessoas na indústria de diversão, como Steven Spielberg ou Bruce Springsteen, ou homens de negócios, como Lee Iacocca ou Ross Perot. O que eles têm em comum, além do prodigioso e espantoso sucesso? A resposta, claro, é... poder.
Poder é uma palavra muito emocional. As reações das pessoas diante dela variam. Para algumas, o poder tem uma conotação negativa. Umas cobiçam o poder, outras sentem-se tentadas por ele, como se fosse alguma coisa venal ou suspeita. Quanto poder você quer? Quanto acha que é certo obter ou desenvolver? O que o poder significa realmente para você?
Não encaro o poder em termos de conquistar pessoas. Não penso nisso como alguma coisa para ser imposta. Também não esteja advogando que você deva. Essa espécie de poder raramente dura...
Mas você deve perceber que o poder é uma constante no mundo.
Você modela suas percepções, ou alguém as modela para você. Você faz o que quer fazer, ou cumpre os planos que alguém faz para você. Para mim, o poder supremo é a habilidade de produzir os resultados que mais deseja e criar valores para outros no processo.
Poder é a habilidade de mudar sua vida, de dar forma às suas percepções, fazer com que as coisas trabalhem a seu favor - e não contra você. O poder verdadeiro é compartilhado, não imposto. É a habilidade de definir as necessidades humanas e resolvê-las - tanto as suas como as das pessoas que lhe são caras. É a habilidade de dirigir seu próprio reino pessoal - seu processo de pensamentos, seu comportamento. Assim você consegue com precisão os resultados que deseja.
Através da história, o poder de controlar nossas vidas tomou muitas formas diferentes e contraditórias. Nos tempos primitivos, poder era simplesmente uma questão de fisiologia. Aquele que fosse o mais forte e o mais rápido tinha o poder de dirigir sua própria vida, assim como as daqueles à sua volta. Com o desenvolvimento da civilização, o poder resultava de herança. O rei, cercando-se com os símbolos de seu reino, governava com autoridade inconfundível. Outros podiam conseguir poder por sua ligação com ele. Então, no começo da Era Industrial, capital era poder. Aqueles que tinham acesso a ele dominavam o processo industrial. Todas essas coisas ainda são válidas. É melhor ter capital do que não tê-lo. É melhor ter-se força física do que não ter. No entanto, hoje, uma das maio- res fontes de poder é derivada do conhecimento especializado.
A maioria de nós já ouviu dizer que estamos vivendo na idade da informação. Já não somos fundamentalmente uma cultura industrial, mas de informação. Vivemos numa época em que novas idéias, movimentos e conceitos mudam o mundo quase diariamente, quer sejam profundos e de importância, físicos ou mundanos, como o hambúrguer mais bem vendido. Se há alguma coisa que caracteriza o mundo moderno é a corrente maciça, quase inacreditável, de informação e, pois, de mudança. Essa nova informação vem a nós através de livros, filmes e chips (unidades de memória) de computador, como uma tempestade de dados para serem vistos, sentidos e ouvidos. Nesta sociedade, aqueles com a informação e os meios de comunicá-la têm aquilo que o rei costumava ter - poder ilimitado. Como John Kenneth Galbraith escreveu, "Dinheiro é o combustível da sociedade industrial. Mas, na sociedade da informática, o combustível, o poder, é o conhecimento. Vê-se agora a estrutura de uma nova classe dividida entre aqueles que têm informação e os que devem atuar na ignorância. Esta nova classe não tem seu poder no dinheiro, ou na terra, mas no conhecimento.
O que há de notável é que a chave do poder hoje é acessível a todos nós. Nos tempos medievais, se você não fosse o rei, teria grande dificuldade em tornar-se um. Se não tivesse capital no começo da revolução industrial, as possibilidades de consegui-lo eram, na verdade, muito poucas. Mas, hoje, qualquer rapaz de jeans pode criar uma corporação que possa mudar o mundo. No mundo moderno, informação é a riqueza dos reis. Aqueles que têm acesso a certas formas de conhecimento especializado podem se transformar e, de muitas maneiras, também ao mundo inteiro. É certo que nos Estados Unidos as espécies de conhecimento especializado, necessárias para transformar a qualidade de nossas vidas, são acessíveis a todos. Estão em cada livraria, lojas de vídeo, bibliotecas. Podemos obtê-las em conferências, seminários e cursos.
E todos nós queremos ter êxito. As listas de best-sellers estão cheias de obras de conselhos para o desenvolvimento pessoal. A informação está lá. Por que, então, algumas pessoas conseguem resultados fabulosos, enquanto outras só passam perto? Por que não somos todos capacitados, felizes, ricos, saudáveis e bem-sucedidos?
A verdade é que, mesmo na era da informação, só isso não é suficiente. Se tudo de que precisássemos fossem idéias e pensamentos positivos, então todos teríamos tido pôneis quando crianças e estaríamos vivendo nossos sonhos agora. Todo grande sucesso está relacionado com ação. E é a ação que produz resultados. O conhecimento é somente um poder potencial, até que chegue às mãos de alguém que saiba como transformá-lo em ação efetiva. Na verdade, a definição literal da palavra poder é a habilidade de agir .
O que fazemos na vida é determinado pelo que comunicamos a nós mesmos. No mundo moderno, a qualidade de vida é a qualidade de comunicação. O que imaginamos e dizemos para nós mesmos, como movemos e usamos os músculos de nossos corpos e expressões faciais determinarão quanto usaremos do que conhecemos.
Com freqüência, ao ver pessoas muito bem-sucedidas, caímos na armadilha mental de pensar que elas estão onde estão por terem algum dom especial. No entanto, uma observação maior mostrará que o maior dom que as pessoas excepcionalmente bem-sucedidas têm em relação às pessoas comuns é sua habilidade de agir. É um "dom” que qualquer um pode desenvolver dentro de si mesmo. Afinal, outras pessoas tinham o mesmo conhecimento que Steve Jobs. Outras, além de Ted Turner, podiam ter percebido que a televisão a cabo tinha um enorme potencial econômico. Mas Turner e Jobs foram capazes de agir e, ao fazerem isso, mudaram a maneira como muitos de nós vivenciamos o mundo.
Todos nós produzimos duas formas de comunicação com as quais elaboramos a experiência de nossas vidas: a primeira, as comunicações internas, que são as coisas que imaginamos, dizemos e sentimos dentro de nós mesmos; a segunda, são as denominadas comunicações externas, expressas por palavras, tonalidades, expressões faciais, postura de corpo, e ações físicas para nos comunicarmos com o mundo. Toda comunicação que fazemos é uma ação, uma causa posta em movimento, e todas as comunicações têm alguma espécie de efeito em nós e nos outros. Comunicação é poder. Aqueles que dominam seu uso efetivo podem mudar sua própria experiência do mundo e as experiências do mundo sobre si mesmos. Todo comportamento e sentimento encontram suas raízes originais em alguma forma de comunicação. Aqueles que afetam os pensamentos, sentimentos e ações da maioria de nós são aqueles que sabem como usar esse instrumento de poder.
Pense nas pessoas que mudaram nosso mundo - John F. Kennedy, Thomas Jefferson, Martin Luther King, Franklin Delano Roose- velt, Winston Churchill, Mahatma Gandhi. De uma forma aterradora, pense em Hitler. O que esses homens têm em comum é que foram mestres comunicadores. Eram capazes de pegar suas visões, quer fossem transportar pessoas no espaço ou criar um odioso Terceiro Reich, e comunicá-las aos outros com tanta coerência que influenciaram as maneiras de agir e pensar das massas. Através do seu poder de comunicação, eles mudaram o mundo. Na verdade não é isso também que destaca dos outros um Spielberg , um Springsteen, um Iacocca, um Fonda ou um Reagan? Não são eles mestres da comunicação ou influências humanas? O meio que essas pessoas usam para mudar nossas comunicações é o mesmo que usamos para nos mudar.
Seu nível de domínio da comunicação no mundo exterior determinará seu nível de sucesso com os outros - pessoal, emocional, social e financeiramente. Mais importante ainda, o nível de sucesso que você experimenta internamente - felicidade, alegria, êxtase, amor ou qualquer outra coisa que deseje - é o resultado direto de como você se comunica consigo mesmo. Como você se sente não é o resultado do que está acontecendo em sua vida - é a sua interpretação do que está acontecendo. A vida de pessoas de sucesso tem nos mostrado que a qualidade de nossas vidas não é determinada pelo que nos está acontecendo, mas pelo que fazemos com o que acontece. É você quem decide como se sentir ou agir, baseado nas maneiras que escolheu para perceber sua vida. Nada tem qualquer significado, exceto aquele que nós lhe damos. A maioria de nós já tem esse processo de interpretação automático, mas podemos retirar esse poder e logo mudar nossa experiência do mundo.
Talvez você queira mudar o modo como pensa sobre si mesmo e o seu mundo. Talvez você gostasse de ser um melhor comunicador, desenvolver uma relação mais amorosa, aprender com mais rapidez, tornar-se mais saudável, ou ganhar mais dinheiro. Você pode conseguir todas essas coisas para si, e muito mais, através do uso efetivo das informações deste livro. No entanto, antes que consiga novos resultados, deverá compreender que já os está conseguindo. Mas poderão não ser os resultados que deseja. Nós, em geral, pensamos em nossos estados mentais e na grande parte do que acontece em nossas mentes como coisas que acontecem fora de nosso controle. Mas a verdade é que podemos controlar nossas atividades mentais e comportamento a um ponto tal que antes não acreditaríamos ser possível. Se você está deprimido, você criou e produziu esse show que chamou de depressão. Mas, se estiver eufórico, você criou isso, também.
É importante lembrar que emoções como a depressão não acometem você. Não se "pega" depressão. Você a cria, como qualquer outro resultado em sua vida, através de ações específicas mentais e físicas. Para ficar deprimido tem de olhar sua vida de maneira específica. Tem de dizer certas coisas para si mesmo, nos tons exatos de voz. Tem de adotar uma postura específica e um modo de respirar. Por exemplo, se você quiser ficar deprimido, ajudará muito deixar cair os ombros e olhar muito para baixo. Falar em um tom de voz triste e pensar nos piores momentos de sua vida também ajudarão. Se você provocar distúrbios em sua bioquímica, como conseqüência de uma dieta pobre, excesso de álcool ou uso de drogas, ajudará seu corpo a ficar com baixo teor de açúcar no sangue e assim garantirá uma depressão.
O que quero mostrar aqui é que é preciso esforço para criar depressão. É trabalho pesado e são precisos tipos específicos de ação. Algumas pessoas criam este estado com tanta freqüência que, para elas, é fácil repeti-lo. De fato, muitas vezes ligaram esse tipo de comunicação interna a toda espécie de acontecimentos externos. Algumas conseguem tantos ganhos secundários - atenção dos outros, simpatia, amor, e outras coisas - que passam a adotar esse estilo de comunicação como seu estado natural de vida. Outras viveram tanto tempo com isso, que agora se sentem bem assim. Tornaram- se identificados com o estado. Podemos, no entanto, mudar nossas ações mentais e físicas e, com isso, mudar, imediatamente, nossas emoções e comportamentos.
Você pode tornar-se extasiado, adotando logo o ponto de vista que cria essa emoção. Pode imaginar as espécies de coisas que criam esse sentimento. Pode mudar o tom e o conteúdo de seu diálogo interno. Pode adotar as posturas específicas e a maneira de respirar que criam esse estado em seu corpo, e oba!: experimentará êxtase.
Se quiser ser piedoso, basta mudar suas ações físicas e mentais para combiná-las com aquelas que o estado de compaixão requer. O mesmo é válido para o amor ou qualquer outra emoção. Você pode considerar o processo de produzir estados emocionais, dirigindo suas comunicações internas, semelhante ao trabalho de um diretor de cinema. Para produzir os resultados precisos que quer, o diretor de um filme manipula o que você vê e ouve. Se quer que você fique com medo, mudará o som e jogará alguns efeitos especiais na tela, no momento certo; se quer que fique inspirado, arranjará a música, a iluminação, e tudo que for preciso para produzir esse efeito. Um diretor pode produzir uma comédia ou tragédia, a partir do mesmo evento, dependendo do que decida pôr na tela. Você pode fazer as mesmas coisas na tela de sua mente. Pode dirigir sua atividade mental, que é a base de toda a ação física, com a mesma destreza e poder; pode acender a luz e o som das mensagens positivas em seu cérebro; e pode escurecer as cenas e sons das negativas. Pode, também, dirigir seu cérebro com tanta habilidade, como Spielberg ou Scorsese dirigem suas filmagens...
As pessoas que conseguiram superioridade seguem um caminho coerente para o sucesso. Chamo a isso de Fórmula do Sucesso Definitivo (Ultimate Success Formula). O primeiro passo para essa fórmula é saber seu resultado, isto é, definir precisamente o que se quer. O segundo passo é tomar medidas, pois, de outra forma, seus desejos serão sempre sonhos. Você deve tomar os tipos de medidas que acredita que criarão as maiores probabilidades de produzir o resultado desejado. Nem sempre as medidas que tomamos produzem o resultado desejado; logo, o terceiro passo é desenvolver uma acuidade sensorial para reconhecer as espécies de respostas e resultados que se está conseguindo, e reparar - o mais rápido possível - se elas estão aproximando ou afastando você de seu objetivo. Você tem de saber o que está conseguindo, seja numa conversa ou em seus hábitos diários. Se está obtendo o que não deseja, precisa anotar os resultados que suas medidas produziram, a fim de aprender com a experiência de cada ser humano. Então, você dá o quarto passo, que é desenvolver a flexibilidade para mudar seu comportamento até conseguir o que quer. Se observar as pessoas de sucesso, descobrirá que seguiram esses passos. Elas começaram com uma meta pois você não pode atingir uma, se não a tiver, tomaram providências (porque só saber não é suficiente), tiveram a habilidade de ler nos outros (para saber que respostas estavam conseguindo) e continuaram adaptando, ajustando, mudando seus comportamentos, até acharem que funcionavam.
Considere Steven Spielberg. Com 36 anos de idade tornou-se o mais bem-sucedido cineasta da história. Ele já é responsável por quatro dos dez maiores filmes de todos os tempos, incluindo E. T. O Extraterrestre, o mais notável filme já feito. Como chegou a esse ponto com tão pouca idade? É uma história notável.
Desde a idade de 12 ou 13 anos, Spielberg sabia que queria ser diretor de cinema. Sua vida mudou quando, numa tarde - tinha então 17 anos -, deu um passeio pelos estúdios da Universal. O passeio não incluía os palcos de som, onde estava toda a ação. Assim, Spielberg, conhecendo seu objetivo, começou a agir. Escapou sozinho para observar a filmagem de um filme real. Acabou se encontrando com o chefe do departamento editorial da Universal, que conversou com ele durante uma hora e demonstrou interesse pelas suas idéias.
Para a maioria das pessoas, é aí que a história terminaria. Mas Spielberg não era como a maioria das pessoas. Ele tinha poder pessoal. Sabia o que queria. Aprendeu na primeira visita e, assim, mudou sua abordagem. No dia seguinte, vestiu um terno, levou a maleta de seu pai, com um sanduíche e doces, e voltou ao local, como se pertencesse ao lugar. Passou de propósito em frente do guarda do portão naquele dia. Encontrou um trailer abandonado e, usando letras adesivas afixou na porta: Steven Spielberg, Diretor. Daí, então, passou todo o verão junto a diretores, escritores e editores, aprendendo em cada conversa, observando e desenvolvendo mais e mais seu senso de observação sobre o que é importante para fazer cinema. Com a idade de vinte anos, após tornar-se assíduo no local, Steven mostrou à Universal um filme modesto que havia montado, e recebeu um contrato de sete anos para dirigir uma série para a televisão. Conseguira tornar seu sonho realidade.
Spielberg seguiu a Fórmula do Sucesso Definitivo? Com certeza.
Teve o conhecimento especializado para saber o que queria. Tomou iniciativas. Teve a acuidade sensorial para reconhecer se os resultados que estava obtendo o aproximavam ou afastavam de seu objetivo. E teve a flexibilidade para mudar seu comportamento para conseguir o que queria. Todas as pessoas de sucesso que conheço fazem a mesma coisa. Aqueles que conseguem estão empenhados em mudar e em ser flexíveis até criarem a vida que desejam.
Considere a reitora Barbara Black, da Columbia University School of Law (Faculdade de Direito da Universidade de Columbia), que sonhou ser um dia reitora. Ainda jovem, entrou num campo predominantemente masculino e, com sucesso, obteve seu grau de advo- gada em Columbia. Dediciu, então, deixar de lado a meta de sua carreira, enquanto realizava outro objetivo - constituir uma família. Depois de nove anos, resolveu que estava pronta para prosseguir em busca da primeira meta, sua carreira, e inscreveu-se num curso de graduação em Yale, onde desenvolveu o ensino, a pesquisa e a anotação de práticas que levaram-na ao "serviço que sempre quisera". Expandiu seus pontos de vista, mudou sua abordagem, combinou as duas metas e, agora, é a reitora de uma das mais prestigiadas escolas de Direito dos Estados Unidos. Ela quebrou a regra e provou que se pode conseguir sucesso em todo os níveis, ao mesmo tempo. Ela seguiu a Fórmula do Sucesso Definitivo? Com certeza.
Sabendo o que queria, tentou alguma coisa, e, se não resolveu, fi- cou mudando - mudando até agora, que aprendeu a conciliar sua vida. Além de dirigir uma importante escola de Direito, é também mãe e dona-de-casa.
Considere um outro exemplo: sabe como o coronel Sanders construíu o império da Kentucky Fried Chicken, que fez dele um milionário e mudou os hábitos alimentares de uma nação? Quando começou, não era mais que um aposentado, com uma receita de frango frito. Só isso. Nada de organização, nada de nada. Tinha um pequeno restaurante que estava falido porque a estrada principal fora desviada. Quando recebeu seu primeiro cheque do Seguro Social, decidiu ver se conseguia algum dinheiro vendendo a receita de frango. Sua primeira idéia era vendê-la para proprietários de restaurantes e combinar de receber uma porcentagem dos lucros.
Na verdade, essa não é a idéia mais realista para se começar um negócio. E as coisas foram acontecendo, não o levando exatamente ao estrelato. Rodou o país todo dormindo em seu carro, tentando encontrar alguém que o ajudasse, batendo em todas as portas. Foi rejeitado 1.009 vezes. Então, aconteceu uma coisa milagrosa. Alguém disse "sim". O coronel estava no negócio.
Quanta gente tem uma nova receita? Quantos têm o poder físico e o carisma de um velho corpulento, num terno branco? Coronel Sanders fez uma fortuna por ter a habilidade de tomar iniciativas, em bloco e determinadas. Teve o poder pessoal necessário para con- seguir os resultados que mais desejava. Teve a capacidade de ouvir a palavra "não" centenas de vezes e, ainda assim, manter-se disposto a bater na porta seguinte, convencido mesmo de que seria nessa que ouviria "sim".
De uma forma ou de outra, tudo neste livro é dirigido para prover seu cérebro com os sinais mais eficientes para capacitá-lo a tomar medidas bem-sucedidas. Quase toda a semana conduzo um seminário de quatro dias chamado "A Revolução da Mente". Nele, ensinamos tudo às pessoas, desde como usar sua inteligência com mais eficiência, até como comer, respirar e se exercitar de uma ma- neira que aumente ao máximo sua energia pessoal. A primeira noite desse processo é chamada "Poder contra o Medo", e a finalidade é ensinar às pessoas como entrar em ação em vez de serem paralisadas pelo medo. No final do seminário, as pessoas têm oportunidade de andar sobre fogo - cerca de 3 metros de carvões queimando, sendo que, nos grupos avançados, pessoas andaram sobre 12 metros de carvão. Andar no fogo fascina a maioria, a tal ponto que temo que a mensagem esteja se perdendo. A questão não é andar sobre o fogo. Creio ser correto assumir que não há grande benefício social ou econônrico a ser ganho de um passeio bem-sucedido sobre um leito de brasas. Mas andar sobre o fogo é uma experiência de poder pessoal e uma metáfora de possibilidades, uma oportunidade para as pessoas conseguirem resultados que antes pensavarn ser impossíveis.
Faz milhares de anos que há pessoas realizando alguma versão de andar sobre o fogo. Em algumas partes do mundo, é um teste religioso de fé. Quando conduzo um passeio sobre o fogo, não é por experiência religiosa, no sentido convencional, mas uma experiência de crença, porque ensina às pessoas - no sentido mais autêntico - que elas podem mudar, crescer, esticar-se, fazer coisas que nunca pensaram ser possíveis, que seus maiores medos e limitações são auto-impostos.
A única diferença entre você poder ou não andar sobre brasas é sua capacidade de comunicar-se consigo mesmo, de uma forma que o faça agir, apesar de toda sua programação passada de medo do que poderia lhe acontecer. A lição é que as pessoas podem fazer virtualmente qualquer coisa, desde que reúnam os meios para acreditar que podem e tomem as medidas efetivas.
Tudo isso leva a um fato simples e irrefutável: sucesso não é um acidente. A diferença entre pessoas que conseguem resultados positivos e aquelas que não conseguem não é um tipo de acaso, como o rolar dos dados. Há padrões consistentes e lógicos de ação, caminhos específicos para a superioridade, que estão ao alcance de todos nós. Todos podemos liberar a magia que há dentro de nós. Só temos de aprender como mudar e usar nossa mente e nosso corpo da maneira mais eficiente e vantajosa.
Do livro:
Poder sem
Limites - O Caminho do Sucesso Pessoal pela Programação Neurolingüística, de
Anthony Robbins
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Seja qual for sua idade ou posição
social e profissional, você pode ser, fazer e ter exatamente o que
quiser, diz o autor deste best seller-mais de 100.000 exemplares
vendidos só na primeira edição. Milhares de pessoas já sabem, e você
também pode conhecer e pôr em prática os segredos da Programação
Neurolingüistica, nova ciência do sucesso pessoal, baseada no
autoconhecimento e na ação, que fornece as bases da saúde mental e
emocional. Viver melhor, ter sucesso pessoal e profissional são,
agora, metas as seu alcance, conforme o melhor livro já escrito
sobre condicionamento mental. Depois de treinar e trabalhar
com atletas olímpicos, altos executivos e até crianças, Anthony
Robbins põe ao alcance de todos as vantagens da Programação
Neurolingüística (PNL), método que pode liberar todo o seu potencial
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