Sonhos Estratégicos
"Mergulhadas no ópio da rotina, as pessoas negligenciam seus sonhos e vão
perdendo a capacidade de sonhar. Levam suas vidas sem direção, sobrecarregadas e
insatisfeitas, escravas de suas construções burocráticas, na fantasia de que um
dia tudo mude se ganharem na loteria, se a esposa deixar, se o chefe, se Deus
ajudar..." - César Souza
Durante muito tempo busquei compreender a razão pela qual grande parte da
humanidade não segue seus sonhos. Eu que sempre fui uma pessoa inconformada,
jamais aceitando conseguir menos do que o meu desejo, não conseguia entender
porque as pessoas aceitam passivamente o que a vida lhes impõe. Eu me recordo de
ainda adolescente pensar: "Por que as pessoas se vendem tão barato? Por que elas
não se rebelam contra as coisas das quais não gostam para seguir o coração?" Na
época, sem experiência nenhuma ainda com pessoas isso era um enigma pra mim. Eu
desejava profundamente descobrir a resposta e poder mostrar ao mundo que as
coisas não precisam ser assim, que apesar das dificuldades da vida, nada é
impossível.
Meu pai dizia que eu estava "viajando na maionese", e quando eu crescesse eu
saberia, ou melhor, sentiria a resposta na minha
própria pele. Bom, eu cresci e descobri a resposta... mas ela está muito longe
de ser aquela a que meu pai estava se referindo.
Sufocadas pelo peso dos afazeres diários e obnubiladas pelos padrões de
normalidade da sociedade e seu "modus operandi" as
pessoas se esquecem de que um dia tiveram sonhos. Vivem como se estivessem
hipnotizadas por suas próprias rotinas. Então a grande pergunta não é mais por
que as pessoas não seguem seus sonhos, mas sim, por que elas NÃO TÊM sonhos.
Quando comecei a trabalhar com coaching, minha idéia era ajudar as pessoas a se
organizarem para conquistarem seus sonhos, mas logo eu percebi que boa parte do
meu trabalho inicial seria ajudá-las a descobrir quais eram estes sonhos. Boa
parte da humanidade vive como barcos à deriva, indo pra lá e pra cá, ou
simplesmente parados no meio do oceano, sem dar-se conta de sua situação.
Insatisfeitas com suas vidas, elas não trazem suas angústia a um nível
consciente em que elas poderiam se questionar, descobrir quais são seus
verdadeiros problemas e construir uma vida feliz e satisfatória.
Não, elas no máximo desejam ter o que chamo de um "bom nível de normalidade", ou
seja, não ser considerado um perdedor pelos
padrões normais da sociedade.
Ter a casa própria, um carro decente, uma família saudável e um emprego estável
está mais do que bom. Escondidas por trás da
economia e da situação do país, estas pessoas não se sentem impelidas a
progredir no nível pessoal, a conquistar algo fora dos padrões. Este texto está
sendo apresentado ao público Brasileiro, que tem a "mania" de usar as
dificuldades do país para justificar as falhas pessoais, mas deixe-me dizer-lhe
uma coisa: eu moro e trabalho nos EUA e também já trabalhei na Europa, as
pessoas são iguais em qualquer lugar. Se a prosperidade econômica fizesse
realmente alguma diferença, eu viveria num país de pessoas realizadas e bem
sucedidas, o que não é o caso. Sem entrar em detalhes sobre a situação do povo
Americano, mas é interessante observar que os que falham na vida, assim como os
Brasileiros, culpam a situação do país!
Meu caro leitor, eu desejo que este texto o incentive a refletir sobre seus
próprios sonhos - ou a falta deles - e a partir daí possamos começar juntos uma
jornada de autoconhecimento que o guiará na construção de seu próprio futuro
(aquele que você
realmente deseja para si!)
Este texto foi escrito por Fran Christy, escritora e consultora em
estratégia e desenvolvimento pessoal. Você pode encaminhar este artigo para
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