Origem mental das enfermidades crônicas

A atitude mental deveria adptar-se ao tipo de afirmação que se aplique: afirmações relacionadas com a vontade, devem ser acompanhadas de uma enérgica determinação; afirmações relacionadas com o sentimento devem ser acompanhadas de devoção; afirmações relacionadas com a razão, devem ser acompanhadas de um claro entendimento. Quando se deseja curar os outros, devemos selecionar um tipo de afirmação que esteja de acordo com o temperamento do paciente, seja este ativo, imaginativo, emotivo ou reflexivo. Condição fundamental na prática de toda afirmação é a intensidade da atenção mas a continuidade e a repetição também são fatores de considerável importância. Repete atenta e reiteradamente tuas afirmações, saturando-as de devoção, vontade e fé. E não te inquietes pelos resultados: estes haverão de produzir-se naturalmente, como fruto de teus esforços.

Durante o processo de cura física, a atenção deve concentrar-se nos infinitos poderes da mente e não na enfermidade em si, pois pode debilitar a fé. Quando se trata de superar perturbações mentais, como o medo, a ira, os maus hábitos, etc., a concentração deve fixar-se na qualidade oposta a que se deva vencer. Por exemplo, para superar o medo deve ser cultivada a consciência da coragem; para superar a ira, a consciência da paz; para superar a fraqueza, a consciência da força. para superar a enfermidade, a consciência da saúde e assim por diante.

Quando lutamos por recuperar a saúde perdida, freqüentemente tendemos a prestar maior atenção ao poder avassalador da enfermidade em lugar de nos concentrarmos plenamente na possibilidade de curar; desta forma, permitimos que a enfermidade corporal se converta em um hábito tanto mental como físico. Este fenômeno se manifesta especialmente nas pessoas tensas e apreensivas. Todo pensamento depressivo, todo pensamento de felicidade, de irritabilidade ou de calma, gravam sulcos nas células cerebrais,fortalecendo nossas tendências, seja para a enfermidade ou seja para o bem-estar.

Nossas subconscientes "idéias-hábitos", sejam de saúde ou de enfermidade, exercem uma poderosa influência sobre nosso ser. As enfermidades rebeldes - tanto mentais como físicas - possuem sempre uma profunda raiz na mente subconsciente. Para eliminar a enfermidade é necessário arrancar estas raízes ocultas. É por isso que toda afirmação consciente deve ser praticada com a força suficiente a fim de que seja capaz de imprimir sua verdade na mente subconsciente; então, esta última, por sua vez, influirá de forma automática sobre a consciência. Assim, pois, as afirmações vigorosas que se praticam em forma consciente, atuam tanto sobre a mente como sobre o corpo, através da meditação da mente subconsciente. As afirmações efetuadas com uma força ainda maior, alcançam não apenas a mente subconsciente mas também a supraconsciente, provedora mágica de poderes milagrosos.

Toda afirmação de uma Verdade deve ser praticada aplicando-se nela a vontade, o sentimento, a inteligência e a devoção. Não devemos permitir que a atenção se distraia. É preciso treinar a atenção como se tratasse de uma criança travessa; cada vez que se desviar de seu objetivo, deve ser trazida de regresso e ensiná-la uma e outra vez, em forma repetida e paciente, a concentrar-se na tarefa que lhe designamos.

 

Por: Paramahansa Yogananda

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Uma das mais proeminentes personalidades do cenário espiritual do século XX, Paramahansa Yogananda já conquistou legiões de seguidores. Mesmo depois da morte do autor, em 1952, suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras atividades, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral.

Com franqueza, eloqüência e humor refinado, Paramahansa narra algumas passagens inspiradoras de sua vida, como sua infância na Índia, os anos no eremitério, suas experiências na América e seus encontros com grandes mestres, como Mahatma Gandhi, Rabindranath Tagore, Luther Burbank e Theresa Neumann. Explicando as leis espirituais sutis, mas bem definidas, que estão por trás do "poder" dos iogues, Paramahansa faz de seu relato um pano de fundo para explorar os profundos mistérios da existência e revelar os traços comuns entre as grandes religiões do oriente e do ocidente.

Para os leitores que não estejam familiarizados com a filosofia e ideais espirituais de Paramahansa Yogananda, este livro servirá como introdução bastante útil. E a todos aqueles que já iniciaram a jornada interna em direção à Fonte dessa luz, oferece-se esta compilação como um manual de conselhos espirituais - um reservatório singular de discernimento e inspiração para a vida diária.

O Rubaiyat de Omar Khayyam, na tradução de Edward FitzGerald tem sido, por muito tempo, um dos mais apreciados e menos compreendidos poemas em língua inglesa. Lançando luz sobre o texto com uma nova interpretação, Paramahansa Yogananda - renomado autor da 'Autobiografia de um Iogue' e de outras obras, e amplamente reverenciado como um dos grandes santos contemporâneos da índia - revela a essência mística desta enigmática obra-prima, trazendo à luz a verdade e a beleza mais profundas que há por trás do véu de suas metáforas.
 

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