Cura de acordo com o temperamento

As drogas prescritas pela medicina, as massagens, os ajustes da coluna vertebral e os estímulos elétricos, podem servir de ajuda na recuperação da harmonia perdida das células, seja através de sua ação química sobre o sangue ou através de seu efeito fisiológico. Esses métodos externos às vezes cooperam com a Energia Vital no processo da cura mas não têm poder se forem aplicados em um corpo morto, do qual a Energia Vital se retirou.

Poucos são os que sabem que, de acordo com a natureza particular de cada indivíduo - seja esta imaginativa, intelectual, idealista, emocional, volitiva ou combativa - é possível aplicar de forma especial a imaginação, a razão, a fé, a emoção, a vontade ou o esforço, respectivamente. Coué destacou o valor da auto-sugestão; mas uma pessoa de tipo intelectual não é receptível à sugestão e somente reagirá diante de uma discussão metafísica sobre o poder da consciência sobre o corpo, uma vez que para ele é indispensável saber os "como" e "por que" do poder da mente.Se um indivíduo desta natureza aprende, por ex., que através da hipnose é possível produzir bolhas no corpo - como afirma William James em seus Princípios de Psicologia - poderá deste modo compreender o fato de que a mente seja igualmente capaz de curar uma enfermidade. Se a mente é capaz de alterar a saúde, também é capaz de restabelecê-la. As diferentes partes do corpo foram desenvolvidas pelo poder da mente: é ela que supervisiona a formação das células corporais e pode também revitalizá-las.

A auto-sugestão é igualmente de pouco valor em um indivíduo dotado de uma vontade poderosa. Este tipo de pessoa pode sarar de uma enfermidade mediante uma aplicação de afirmações capazes de estimular sua vontade em lugar de sua imaginação. Mas a auto-sugestão tem sua aplicação nos que são dotados de um temperamento fundamentalmente emotivo.
Volta

É conhecido o caso de certo indivíduo mudo que recuperou a faculdade de falar ao fugir de um edifício em chamas. A aguda impressão emocional recebida ante o espetáculo das chamas, o levou a gritar: "Fogo! Fogo!", esquecendo-se de que até então não havia sido capaz de falar. O impacto da violenta emoção conquistou seu subconsciente "enfermidade-hábito". Este caso constitui um exemplo ilustrativo do efeito do poder de uma atenção intensamente focalizada.

Encontrando-me em plena travessia entre a Índia e Ceilão, durante minha primeira viagem marítima, vi-me subitamente tomado por um acesso de vômitos e náusea. O incidente me perturbou bastante pois me tomou de surpresa, precisamente quando me encontrava desfrutando de minha primeira experiência numa habitação flutuante (meu camarote) e uma aldeia que navega. Decidi então não tornar a permitir-me jamais a cair vítima de semelhante ardil de meu organismo. Adiantando um pé, fixei-o firmemente no solo de minha cabine e ordenei à minha vontade nunca mais aceitar a experiência da náusea. E quando, posteriormente, voltei a viajar por mar em numerosas ocasiões - durante um mês entre Japão e Índia, cinqüenta dias entre Calcutá e Boston e vinte e seis dias entre Seattle e Alasca - jamais voltei a ser presa da náusea.

Por: Paramahansa Yogananda

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Uma das mais proeminentes personalidades do cenário espiritual do século XX, Paramahansa Yogananda já conquistou legiões de seguidores. Mesmo depois da morte do autor, em 1952, suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras atividades, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral.

Com franqueza, eloqüência e humor refinado, Paramahansa narra algumas passagens inspiradoras de sua vida, como sua infância na Índia, os anos no eremitério, suas experiências na América e seus encontros com grandes mestres, como Mahatma Gandhi, Rabindranath Tagore, Luther Burbank e Theresa Neumann. Explicando as leis espirituais sutis, mas bem definidas, que estão por trás do "poder" dos iogues, Paramahansa faz de seu relato um pano de fundo para explorar os profundos mistérios da existência e revelar os traços comuns entre as grandes religiões do oriente e do ocidente.

Para os leitores que não estejam familiarizados com a filosofia e ideais espirituais de Paramahansa Yogananda, este livro servirá como introdução bastante útil. E a todos aqueles que já iniciaram a jornada interna em direção à Fonte dessa luz, oferece-se esta compilação como um manual de conselhos espirituais - um reservatório singular de discernimento e inspiração para a vida diária.

O Rubaiyat de Omar Khayyam, na tradução de Edward FitzGerald tem sido, por muito tempo, um dos mais apreciados e menos compreendidos poemas em língua inglesa. Lançando luz sobre o texto com uma nova interpretação, Paramahansa Yogananda - renomado autor da 'Autobiografia de um Iogue' e de outras obras, e amplamente reverenciado como um dos grandes santos contemporâneos da índia - revela a essência mística desta enigmática obra-prima, trazendo à luz a verdade e a beleza mais profundas que há por trás do véu de suas metáforas.
 

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