Estimulação da energia vital

Os poderes da vontade, da imaginação, do raciocínio e da emoção, não podem por si sós efetuar cura física alguma. Eles operam somente como agentes diversos os quais, de acordo com o temperamento de cada indivíduo, podem estimular a energia vital; mas é esta que cura a enfermidade. Em caso de paralisia do braço, por ex., se a vontade ou a imaginação são estimuladas de forma contínua, a energia vital pode fluir repentinamente aos tecidos enfermos, restabelecendo a normalidade do braço.

A repetição das afirmações deveria realizar-se de forma firme e continuada, para que a força da vontade, da razão ou da emoção, possua a intensidade suficiente para estimular a energia vital inativa, recanalizando-a para as funções normais. Jamais se deveria desprezar a importância dos esforços repetidos com uma profundidade cada vez maior.

Quando se planta uma árvore, o êxito da empresa depende de dois fatores: a potência da semente e as condições do terreno. Da mesma forma, quando se trata de curar uma enfermidade, dois fatores são essenciais: o poder do terapeuta e a receptividade do paciente.

Eis aqui duas citações bíblicas que demonstram que tanto o poder do terapeuta como a fé do enfermo são necessários: "Logo Jesus, sentindo em si mesmo a virtude ( a força curativa) que havia saído dele....." "E ele lhe disse: Filha, tua fé te curou".

Os grandes homens dotados de realização divina e do poder de curar os outros, não curam as enfermidades de maneira acidental, mas sim aplicam um conhecimento preciso. Compreendendo plenamente o controle da energia vital, eles projetam para o enfermo uma corrente estimulante, a qual, ao penetrar-lhe, é capaz de harmonizar o fluxo desta energia em seu organismo. Durante o processo de cura, tais homens provam como as leis psicofísicas da Natureza operam nos tecidos do enfermo, restabelecendo a normalidade.

Pessoas dotadas de maior grau de realização espiritual também são capazes tanto de curar-se a si mesmas como a outros, dirigindo mentalmente o fluxo da energia vital, através da representação visual interna, até a região afetada.

O restabelecimento da saúde física, mental ou espiritual, pode produzir-se instantaneamente. A escuridão produzida pelo tempo em determinado aposento, pode ser dissipada num instante, com o acender de uma luz mas não lutando por afugentar as trevas. Porém, ninguém pode predizer precisamente o momento da cura, de modo que nunca se deveria fixar um limite de tempo determinado para o acontecimento. É a fé - e não o tempo - o que determinará a consumação da cura. Os resultados dependerão do despertar correto da Energia Vital e do estado em que se encontrem as mentes consciente e subconsciente do indivíduo afetado. A falta de fé paralisa a Energia Vital, criando obstáculos à obra perfeita deste médico divino, arquiteto do corpo e operário perfeito.

O esforço e a atenção são fundamentais para alcançar o grau de profundidade na fé, na vontade ou na imaginação, que impulsionarão automaticamente a energia vital a operar a cura. Tanto a ansiedade como a expectativa com relação aos resultados debilitam a força da verdadeira fé. Se o homem não emprega sua vontade e sua fé, a energia vital permanece adormecida, inoperante.

Se requer certo tempo para revivificar a força de uma vontade, de uma fé ou de uma imaginação debilitadas num paciente que sofre de uma enfermidade crônica, pois os pensamentos mórbidos encontram-se sutilmente gravados em suas células cerebrais.
Assim como o mau hábito da "consciência da enfermidade" necessita de um longo tempo para desenvolver-se, precisa-se também de um certo tempo para que o bom hábito da "consciência da saúde" se restabeleça.

Se afirmas, por ex.: "Sou saudável", mas simultaneamente pensas, no mais fundo da tua mente, que essa afirmação é irreal, o resultado será semelhante ao que se obteria ingerindo-se uma potente droga, tomando ao mesmo tempo outro fármaco que fosse oposto aos efeitos da primeira. Igualmente ao uso de qualquer medicamento, quando se emprega o pensamento com o objetivo de obter uma cura, deve tomar-se a precaução de não neutralizar os pensamentos curativos mediante pensamentos negativos. Para que um pensamento possa operar com êxito, deverá estar imbuído de uma força de vontade tal que seja capaz de resistir a oposição de pensamentos contrários.
 

Por: Paramahansa Yogananda

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Uma das mais proeminentes personalidades do cenário espiritual do século XX, Paramahansa Yogananda já conquistou legiões de seguidores. Mesmo depois da morte do autor, em 1952, suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras atividades, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral.

Com franqueza, eloqüência e humor refinado, Paramahansa narra algumas passagens inspiradoras de sua vida, como sua infância na Índia, os anos no eremitério, suas experiências na América e seus encontros com grandes mestres, como Mahatma Gandhi, Rabindranath Tagore, Luther Burbank e Theresa Neumann. Explicando as leis espirituais sutis, mas bem definidas, que estão por trás do "poder" dos iogues, Paramahansa faz de seu relato um pano de fundo para explorar os profundos mistérios da existência e revelar os traços comuns entre as grandes religiões do oriente e do ocidente.

Para os leitores que não estejam familiarizados com a filosofia e ideais espirituais de Paramahansa Yogananda, este livro servirá como introdução bastante útil. E a todos aqueles que já iniciaram a jornada interna em direção à Fonte dessa luz, oferece-se esta compilação como um manual de conselhos espirituais - um reservatório singular de discernimento e inspiração para a vida diária.

O Rubaiyat de Omar Khayyam, na tradução de Edward FitzGerald tem sido, por muito tempo, um dos mais apreciados e menos compreendidos poemas em língua inglesa. Lançando luz sobre o texto com uma nova interpretação, Paramahansa Yogananda - renomado autor da 'Autobiografia de um Iogue' e de outras obras, e amplamente reverenciado como um dos grandes santos contemporâneos da índia - revela a essência mística desta enigmática obra-prima, trazendo à luz a verdade e a beleza mais profundas que há por trás do véu de suas metáforas.
 

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