A sabedoria: suprema terapia purificadora


Para a desorientada humanidade, tanto a ajuda médica como a ajuda mental são importantes.É inegável a superioridade da mente sobre o poder do meios terapêuticos materiais mas, a ação dos alimentos, da ervas medicinais e dos medicamentos, ainda que mais limitada, é também inegável. Ao fazer uso de métodos mentais para obter a saúde, não é necessário desdenhar totalmente os sistemas físicos de tratamento, já que estes últimos são o resultado da investigação das leis físicas de Deus.

Enquanto existir no homem a consciência material de seu corpo, ele não deveria desprezar totalmente o uso das drogas curativas. Mas, tão logo sua compreensão da origem imaterial do corpo aumente em grau suficiente, sua fé no poder terapêutico dos medicamentos desaparecerá, pois compreenderá que toda enfermidade tem sua raiz na mente.

Meu Mestre, Sri Yukteswar, jamais afirmou que os medicamentos fossem inúteis. E, contudo, treinou seus discípulos de tal forma que, havendo expandido suas consciências, quando adoeciam muitos deles empregavam exclusivamente o poder mental para curar-se. O mestre afirmava: "A sabedoria constitui a suprema terapia purificadora". Existem indivíduos, tanto no Ocidente como no Oriente, que negam fanaticamente a existência da matéria, mesmo estando eles dominados pela consciência até o ponto de sentir-se desfalecer quando se vêm privados de um só de seus alimentos habituais. Quando nos encontramos naquele estado de realização no qual corpo e mente, vida e morte, saúde e enfermidade, nos parecem fenômenos igualmente ilusórios, somente então, nos é lícito afirmar que não cremos na existência da matéria.

 

Por: Paramahansa Yogananda

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Uma das mais proeminentes personalidades do cenário espiritual do século XX, Paramahansa Yogananda já conquistou legiões de seguidores. Mesmo depois da morte do autor, em 1952, suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras atividades, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral.

Com franqueza, eloqüência e humor refinado, Paramahansa narra algumas passagens inspiradoras de sua vida, como sua infância na Índia, os anos no eremitério, suas experiências na América e seus encontros com grandes mestres, como Mahatma Gandhi, Rabindranath Tagore, Luther Burbank e Theresa Neumann. Explicando as leis espirituais sutis, mas bem definidas, que estão por trás do "poder" dos iogues, Paramahansa faz de seu relato um pano de fundo para explorar os profundos mistérios da existência e revelar os traços comuns entre as grandes religiões do oriente e do ocidente.

Para os leitores que não estejam familiarizados com a filosofia e ideais espirituais de Paramahansa Yogananda, este livro servirá como introdução bastante útil. E a todos aqueles que já iniciaram a jornada interna em direção à Fonte dessa luz, oferece-se esta compilação como um manual de conselhos espirituais - um reservatório singular de discernimento e inspiração para a vida diária.

O Rubaiyat de Omar Khayyam, na tradução de Edward FitzGerald tem sido, por muito tempo, um dos mais apreciados e menos compreendidos poemas em língua inglesa. Lançando luz sobre o texto com uma nova interpretação, Paramahansa Yogananda - renomado autor da 'Autobiografia de um Iogue' e de outras obras, e amplamente reverenciado como um dos grandes santos contemporâneos da índia - revela a essência mística desta enigmática obra-prima, trazendo à luz a verdade e a beleza mais profundas que há por trás do véu de suas metáforas.
 

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