Dádivas da Natureza
Muito do que é
bom não custa nada.
O sol, a lua, as manhãs,
o mar, as árvores, as flores,
o canto dos pássaros, a água do
regato.
Nas pequenas coisas da vida
é que estão os grandes prazeres.
Nós somos o que há de maior
importância:
seres superiores,
senhores da vida e da natureza.
Nada se iguala a sentar-se sob uma
árvore
e olhar o tempo, percebendo a
natureza
que se organiza harmoniosamente.
Somos, a um só tempo,
temporários e atemporais;
passageiros e condutores;
história e
fato.
O homem não existe fora da natureza. Ele não depende
apenas de uma vital troca de gases - dióxido de carbono por oxigênio - para
manter-se vivo. Nós viemos da natureza e precisamos dela como da pele que nos
protege.
O homem moderno, no entanto, parece ter se esquecido disso e sofre os
efeitos da perda de identidade, tendo dificuldade de interação com ele mesmo e
já mostrando os efeitos de se tornar cada vez mais um "filho desnaturado" da
grande mãe natureza.
As doenças que temos hoje são, em grande parte, fruto desse desenlace.
Sentimo-nos perdidos, desequilibrados. Precisamos perceber que a saúde tem a ver
com a natureza dentro e fora de nós.
Provei o gosto de viver em contato íntimo e direto com essa força natural
ainda numa São José do Rio Pardo de florestas fartas, rios limpos e caudalosos,
montanhas e vales. Um rio que possuía remansos formidáveis para dar braçadas, só
com a mata nas margens, pura como se fosse a de um milhão de anos atrás.
Aquilo transmitia uma energia que não há como explicar. As vezes, à
noite, caíamos na água para nadar e ver as estrelas passando por entre os galhos
das árvores. É algo que arrebata a alma, que nos devolve a uma natureza perdida,
àquele elo que se quebrou com os ancestrais, com nossa legítima essência, de
seres nascidos na natureza, compartilhada durante milhões de anos.
É óbvio que essa ruptura de vínculo trouxe seqüelas ao nosso corpo físico
e, por conseqüência, aos corpos emocional, mental e espiritual, pois trata-se na
verdade de um único corpo, da mesma forma como homem e natureza são um coisa só.
Por isso sentimos falta dessa outra vida que nos acompanhou durante tantos
milhões de anos, dessa natureza amiga, acolhedora, contemplativa e tão
fundamental para o equilíbrio humano.
Podemos dizer que o homem destrói seu meio ambiente porque
perdeu contato com sua natureza interna. Ele derruba árvores, polui o ar, rios e
mares porque não percebe esse vínculo fundamental do qual depende, como se não
fosse o próprio ar que respira.
Sua mente racional o faz agir e pensar como se fosse o rei da natureza, o
chefe supremo, um ser superior. Por quê? Como não tem mais esse vínculo com ele
mesmo e não explora sua natureza humana, o homem não pode entender também o
mundo natural que o cerca.
Do livro: A Semente da Vitória, de Nuno Cobra
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maravilhoso de Nuno Cobra Conheça os segredos de Nuno Cobra, preparador do campeão Ayrton Senna! O autor é um profissional admirado e respeitado no país e no mundo como preparador físico. Seu método de trabalho, que só era conhecido pelos alunos mais próximos, agora é revelado com a publicação deste seu primeiro livro.
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