Aceite a sua sorte
1. Aceite a lei de causa e
efeito. Observe bem o que parece ser a "boa sorte" de alguém. Acabará vendo que
não se trata de sorte e sim de preparo, planejamento e pensamento na obtenção do
sucesso. Tudo isso precede o que se chama boa sorte. Verifique, agora, o que
parece ser a "má sorte" .
Preste bem atenção e acabará descobrindo certas e específicas razões. O Sr.
Sucesso sofre um revés, aprende e aproveita. Mas quando acontece o mesmo ao Sr.
Medíocre, ele perde e nada aprende.
2. Não seja um pensador ansioso.
Não desperdice os seus músculos mentais sonhando com um modo fácil de alcançar o
sucesso. Não somos bem-sucedidos apenas por causa da sorte. O sucesso provém de
se porem em prática e de se dominarem os princípios que o produzem. Não se fie
na
sorte para as promoções, as vitórias e as boas coisas na vida. A sorte apenas
não foi feita para conferir essas coisas boas. Em vez disso, concentre-se no
desenvolvimento das qualidades que você possui e que o farão vitorioso.
Adquira confiança e destrua o medo. Os amigos fazem muito bem quando dizem:
"Tudo isso é imaginação sua." Não se preocupe; nada há a temer.
Mas eu e você sabemos que essa espécie de medicina jamais funciona. Essas
observações calmantes podem nos livrar do medo por alguns minutos, ou mesmo por
algumas horas. Contudo, o método de tratamento de "isso só existe em sua
imaginação" não constrói confiança nem cura o medo.
Sim, o medo é real, e devemos reconhecer que existe antes que sejamos capazes de
dominá-lo.
Hoje, a maior parte do medo é psicológica. A preocupação, a tensão, o embaraço,
o pânico, tudo isso nasce de uma imaginação negativa, mal orientada. No entanto,
o simples fato de se conhecer a origem do medo não o cura. Se um médico descobre
que você tem uma infecção em qualquer parte do corpo, sua atuação não pára. É,
Ele prossegue com o tratamento para curar a infecção.
A velha terapêutica de "isso só existe na sua imaginação" pressupõe que o medo
não existe. Mas isso não é verdade. O medo é real. É o inimigo número 1 do
sucesso. É ele que impede as pessoas de capitalizarem as oportunidades. O medo
desgasta a vitalidade física e, na verdade, torna os indivíduos doentes, provoca
perturbações orgânicas, encurta a vida e tapa sua boca quando você deseja falar.
O medo, a incerteza, a falta de confiança explicam por que temos ainda crises
econômicas. O medo explica por que milhões de pessoas realizam e desfrutam
pouco.
Realmente, o medo é uma poderosa força. De um modo ou outro, impede que se
consiga o que se deseja na vida. Medos de todos os tipos e tamanhos constituem
uma forma de infecção psicológica. Podemos curar uma infecção mental tal como
curamos uma infecção orgânica com tratamentos específicos, aprovados.
Em primeiro lugar, como parte da preparação para o tratamento, condicione-se com
esse fato: toda a confiança é adquirida, desenvolvida. Ninguém nasce com ela. As
pessoas que você vê irradiando confiança, que dominaram as preocupações, que se
sentem à vontade em qualquer lugar ou tempo, adquiriram a confiança pouco a
pouco. Você também pode fazê-lo.
Durante a Segunda Guerra Mundial a Marinha resolveu certificar-se de que todos
os seus novos recrutas sabiam nadar, ou eram capazes de aprender, na
pressuposição de que, um dia, o conhecimento da natação pudesse salvar suas
vidas no mar. Os recrutas que não sabiam nadar foram submetidos a um curso de
natação. Assisti a muitos treinamentos. De um modo geral, era divertido ver
jovens cheios de saúde aterrorizados com uns poucos
pés de água de profundidade. Lembro-me de que um dos exercícios exigia que o
novo marinheiro pulasse - não mergulhasse - de um trampolim situado a dois
metros de altura, dentro de uma piscina com 2,64 metros de água enquanto meia
dúzia de exímios nadadores permaneciam por perto.
Num sentido mais profundo, o espetáculo foi triste. O medo que aqueles homens
demonstravam era real. E, no entanto, tudo o que havia entre eles e o domínio do
medo que sentiam era um mergulho na água lá embaixo. Em mais de uma ocasião vi
jovens "acidentalmente" empurrados da plataforma. Resultado: medo dominado.
Esse incidente, familiar a milhares de ex-marujos, serve para ilustrar um ponto:
a ação cura o medo. Por outro lado, a indecisão e o adiamento fertilizam-no.
Anote imediatamente no seu livro de regras para alcançar o sucesso: A ação cura
o medo.
Texto extraído do livro: A Mágica de Pensar Grande.
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