Técnica das afirmações
 

Regras preliminares
1) Sentar-se de frente para o Norte ou Leste. Escolher uma cadeira de espaldar reto, sem suporte para os braços, que deve ser coberta com uma manta de lã. A lã serve para isolar o corpo das correntes magnéticas da terra, as quais tendem a ligar a mente às percepções materiais.
2) Fechar os olhos, concentrando a atenção na região do bulbo raquidiano ( a parte posterior do pescoço), salvo se as instruções específicas indicarem outra coisa. Manter as costas retas, o peito erguido, o abdome retraído porém relaxado. Inalar profundamente, exalando em seguida; repetir isto três vezes.
3) Relaxar o corpo, mantendo-se imóvel. Desalojar da mente todos os pensamentos inquietos e retirar a atenção de toda sensação corporal, seja esta térmica, auditiva, etc.
4) Não se deve pensar no tipo de cura que se necessita.
5) Afaste toda ansiedade, toda falta de confiança, toda preocupação. Tome consciência, de maneira serena e confiante, de que a divina lei opera efetivamente e é onipotente. Não permitir que a dúvida ou a desconfiança se apossem da mente; a fé e a concentração permitem que a lei opere sem nenhum obstáculo. Imprima-se na mente o pensamento de que todos os estados corporais estão sujeitos a mudança e são curáveis e de que a idéia de uma enfermidade constitui uma ilusão.
TEMPO: As afirmações deveriam ser aplicadas ao despertar, pela manhã, ou durante o período de sonolência que antecede ao sono, à noite. quando se praticam as afirmações em grupo, as reuniões podem efetuar-se em qualquer hora que seja conveniente.
LUGAR: Dentro do possível, deve escolher-se um lugar silencioso e tranqüilo. Se for necessário reunir-se num local ruidoso, deve ignorar-se os ruídos e dedicar toda a atenção à prática devotada das afirmações.
MÉTODO: Antes de começar as afirmações, deve-se limpar a mente de toda inquietude e de toda preocupação. Escolher a afirmação que se necessita e repeti-la completamente, começando em voz alta e baixando a voz progressivamente - fazendo a repetição cada vez mais lenta - até acabar num murmúrio. Continuar repetindo a afirmação apenas mentalmente, sem mover os lábios nem a língua, até alcançar uma profunda e ininterrupta concentração. Durante este tempo não se deve cair em estado de torpor, sonolência, mas sim, deve existir uma profunda continuidade de pensamento, fluindo sem interrupção.
Continuando-se com a afirmação mental, aprofundando cada vez mais,surgirá uma sensação de paz e felicidade crescentes. Durante o estado de profunda concentração, nossas afirmações mentais submergem na corrente do subconsciente, para retornar posteriormente à esfera da consciência, reforçadas com o poder de influir sobre a mente consciente através da lei do hábito.
No período da prática, no qual se experimenta uma crescente paz, tuas afirmações chegam cada vez mais fundo, penetrando no reino da supraconsciência; desse reino, regressam à consciência, desta vez dotadas de um poder ilimitado para influir sobre a mente consciente, para satisfazer teus desejos. Não albergues dúvida alguma, e te será possível comprovar o milagre desta fé científica.
Durante as afirmações praticadas coletivamente para curar as enfermidades físicas ou mentais de algum membro do grupo ou de outros, cuidar para que tanto o tom de voz como a força mental, a concentração e o sentido de fé e de paz com que se repetem as afirmações, sejam todos igualmente uniformes dentro do grupo.
As mentes mais fracas diminuem a força das afirmações coletivas e podem, inclusive, desviar o fluxo de poder do seu destino, a supraconsciência. Por isso é indispensável não efetuar nenhum movimento ( durante a prática ) nem permitir que a mente fique inquieta. Para alcançar o êxito, se requer a concentração de todos os membros do grupo.
Nas afirmações coletivas, o dirigente do grupo deverá ler as afirmações de forma rítmica e os participantes repetirão suas palavras com o mesmo ritmo e entonação. Volta

Numerosos são os processos envolvidos entre a semeadura da semente da afirmação e a obtenção de seus frutos. A fim de que se produzam os resultados desejados, todas as condições necessárias para seu desenvolvimento deverão ser cumpridas. A semente da afirmação deve ser uma semente em bom estado: quer dizer, deve estar livre dos defeitos da dúvida, da inquietude e da falta de atenção. Se deverá semeá-la na mente e no coração de forma concentrada, serena e devota; e se deverá regá-la com uma repetição sempre fresca e profunda e com uma fé ilimitada.
Evite-se sempre a repetição mecânica. A isto se refere o mandato bíblico: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" ( Êxodo - cap.20.vrs.7) A afirmações devem ser repetidas de forma firme, intensa e sincera, até que se alcance um poder tal, que uma ordem mental, uma poderosa instância interior, baste para modificar as células corporais e para exigir da alma que opere milagres.


 

Por: Paramahansa Yogananda

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Uma das mais proeminentes personalidades do cenário espiritual do século XX, Paramahansa Yogananda já conquistou legiões de seguidores. Mesmo depois da morte do autor, em 1952, suas idéias continuaram se manifestando nas diversas áreas de conhecimento e atuação humanas, como educação, psicologia, medicina, administração e muitas outras atividades, dando uma valiosa contribuição para a construção de valores éticos na vida das pessoas em geral.

Com franqueza, eloqüência e humor refinado, Paramahansa narra algumas passagens inspiradoras de sua vida, como sua infância na Índia, os anos no eremitério, suas experiências na América e seus encontros com grandes mestres, como Mahatma Gandhi, Rabindranath Tagore, Luther Burbank e Theresa Neumann. Explicando as leis espirituais sutis, mas bem definidas, que estão por trás do "poder" dos iogues, Paramahansa faz de seu relato um pano de fundo para explorar os profundos mistérios da existência e revelar os traços comuns entre as grandes religiões do oriente e do ocidente.

Para os leitores que não estejam familiarizados com a filosofia e ideais espirituais de Paramahansa Yogananda, este livro servirá como introdução bastante útil. E a todos aqueles que já iniciaram a jornada interna em direção à Fonte dessa luz, oferece-se esta compilação como um manual de conselhos espirituais - um reservatório singular de discernimento e inspiração para a vida diária.

O Rubaiyat de Omar Khayyam, na tradução de Edward FitzGerald tem sido, por muito tempo, um dos mais apreciados e menos compreendidos poemas em língua inglesa. Lançando luz sobre o texto com uma nova interpretação, Paramahansa Yogananda - renomado autor da 'Autobiografia de um Iogue' e de outras obras, e amplamente reverenciado como um dos grandes santos contemporâneos da índia - revela a essência mística desta enigmática obra-prima, trazendo à luz a verdade e a beleza mais profundas que há por trás do véu de suas metáforas.
 

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